De todas as partes do país chegaram durante esta segunda-feira, 24 de agosto, informações de adesão dos Auditores-Fiscais do Trabalho à paralisação nacional decidida pela categoria nesta fase de acirramento da Campanha Salarial 2015, em razão da falta de propostas concretas do governo à pauta de reivindicações apresentada em conjunto com os Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil. A categoria decidiu e está cumprindo o que foi aprovado em Assembleia Nacional.
Alguns serviços continuam sendo prestados, como os atendimentos a demandas de grave e iminente risco aos trabalhadores e os plantões de orientações trabalhistas e de homologação de rescisão de contratos.
O governo, desde maio, já tem a pauta e não apresentou resposta concreta a nenhum item. Usa a tática de esgotar o prazo de negociação para que os servidores aceitem qualquer proposta. Os Auditores-Fiscais do Trabalho não vão cair nesta armadilha!
Convivendo com inadequadas condições de trabalho, insuportáveis e que prejudicam a prestação dos serviços da Fiscalização do Trabalho, a categoria não aceita mais o descaso e o desrespeito. Não há condições de atender a população, as denúncias e demandas de outros órgãos com pouco mais de 2.500 Auditores-Fiscais em atividade. Também não é possível conviver com a desvalorização salarial frente a outras carreiras. A categoria exige o reconhecimento da importância social e arrecadatória da Auditoria-Fiscal do Trabalho.
Em Brasília, o Sinait continua trabalhando para que os Auditores-Fiscais tenham toda a retaguarda necessária para realizar a paralisação com segurança. As medidas preventivas, todas as possíveis, estão sendo tomadas.
A mobilização conjunta com os Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil se mantém. O Sinait, a Anfip e o Sindifisco Nacional permanecem unidos, parceiros, decidindo em conjunto as ações da campanha, alinhados.
A mobilização nacional é um grande impulso, uma demonstração de organização e força, de seriedade, e deverá crescer ao longo desta semana. A categoria tem objetivos de valorização, de dignidade, de condições para prestar um serviço de qualidade e excelência à sociedade. Nada aquém disso interessa. Vamos à luta!