Campanha Salarial 2015 - Presidente do Sinait afirma em reunião no MP que não aceita discriminação


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
15/08/2015



A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, exigiu, durante tensa reunião no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP, nesta sexta-feira, 14 de agosto, que o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, não permita qualquer discriminação da Auditoria-Fiscal do Trabalho na mesa de negociação da Campanha Salarial 2015. 


Ela deixou claro que o secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, não pode excluir o Sinait das reuniões com os Auditores-Fiscais da Receita no âmbito do MP, como ocorreu nesta semana, alegando que precisa discutir questões internas. “O senhor (Sérgio Mendonça) precisa fazer valer que o Grupo Fisco será recebido em conjunto. Não vamos tolerar essa discriminação, não aceito e minha categoria também”, afirmou. 


Rosa Jorge destacou que os assuntos que seriam tratados: Bônus Vinculado à Eficiência Institucional, Indenização de Fronteira e Tabela Salarial é pauta conjunta com a Auditoria-Fiscal da Receita e que não havia fundamento para realizar reuniões separadas. Disse também que, nas últimas semanas, as duas categorias intensificaram as atividades de mobilização, que resultaram inclusive na entrega de cargos de Chefia e Coordenação. “O Sindifisco Nacional e a Anfip também não aceitam qualquer separação. Além do mais, conhecemos as nossas situações internas, temos discutido todas elas”, completou. 


A presidente do Sinait lembrou que, na Campanha Salarial 2007/2008, Rachid, que era secretário da Receita na época, sentou à mesa de negociações no MP junto com a então secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Beatriz Vilela. “Campanha salarial não é lavagem de roupa suja do que acontece nos órgãos, dizer isso é desculpa esfarrapada”. Para ela, o que está havendo é uma divisão para enfraquecer as categorias. “Consideramos um absurdo. Se isso continuar não vamos deixar barato, vamos anunciar que estamos sendo discriminados”, enfatizou. 


Sérgio Mendonça respondeu que fará o possível para que as próximas reuniões sejam conjuntas, mas demonstrou apoio a Rachid. Se justificou dizendo que esses assuntos só estavam sendo tratados em função da repercussão causada pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 443/2009, que fixa a remuneração de algumas carreiras a 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal - STF.


O secretário Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, Francisco Ibiapina, e o secretário de Inspeção do Trabalho, Paulo Sérgio Almeida, presentes na reunião, ressaltaram a importância de as reuniões sobre campanha salarial serem conjuntas. 


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