Espalhados pelos corredores e gabinetes da Câmara dos Deputados, os mais de 250 Auditores-Fiscais do Trabalho e da Receita continuam o trabalho intenso na busca de apoio à aprovação de emenda apresentada à Proposta de Emenda à Constituição - PEC 443/09. As carreiras estão de prontidão e não aceitarão o descaso e o desrespeito por parte do governo, que garantiu que daria tratamento isonômico às carreiras típicas de Estado.
Os Auditores-Fiscais do Trabalho e da Receita se preparam para ações mais radicais, caso não sejam contemplados pela medida, que estabelece a remuneração em 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal – STF. Juntos, Auditores-Fiscais do Trabalho e da Receita por meio de seus Comandos Nacionais de Mobilização deverão orientar para iniciativa de maior pressão.
Rosa Jorge observou que as carreiras recebem um tratamento injusto, de distanciamento e diferenciação em relação aos servidores do Judiciário e do Legislativo. “A ideia é romper com isso, porque ninguém é mais ou menos importante e não queremos tratamento diferenciado, de forma sempre prejudicial”. Dessa forma, os Auditores-Fiscais do Trabalho querem ser reconhecidos como carreira de Estado, serem respeitados pelo governo e receberem tratamento uniforme em relação aos outros poderes. “É uma ação importante da categoria, que não ficará sem uma resposta à altura, caso não sejamos contemplados”, declarou a presidente.
A inclusão das carreiras na matéria representa avanço, trazendo ao mesmo patamar as autoridades de Estado que se equiparam em termos de grau de responsabilidade, poder decisório e complexidade das atividades desenvolvidas, entre outros pontos.
O Sinait e os Auditores-Fiscais do Trabalho tentam evitar que a situação chegue a um limite sem precedentes e que seja preciso liderar a maior das mobilizações. Não há mais o que adiar e esperar pelo descumprimento de acordos, o que já se tornou regra neste governo.