Sede da SRTE/BA ficou, mais uma vez, fechada ao público. GRTEs de Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista também fecharam as portas.
Auditores-Fiscais do Trabalho e Servidores Administrativos realizaram mais um dia de manifestações e paralisação de atividades na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Bahia – SRTE/BA, em Salvador. Durante todo o dia não houve atendimento ao público e os servidores explicaram aos usuários os motivos da mobilização, especialmente as más condições de estrutura e trabalho no prédio.
A Delegacia Sindical do Sinait na Bahia – DS/BA informa que também não houve expediente nas Gerências de Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.
Na Assembleia Geral organizada pela DS/BA e pelo Sindicato dos Auditores-Fiscais do Trabalho – Safiteba em Salvador os Auditores-Fiscais foram incentivados a procurar os deputados federais do Estado em busca de apoio à Proposta de Emenda à Constituição – PEC 102/2015, que fixa o subsídio dos Auditores-Fiscais do Trabalho em 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal – STF. A expectativa é que a matéria seja apensada à PEC 443/2009, que já está pronta para votação no plenário da Câmara. Desta forma, a tramitação será mais rápida. As entidades distribuíram uma listagem com os nomes e contatos dos parlamentares baianos.
Na avaliação do movimento, o Delegado Sindical Wellington Maciel disse que todas as deliberações decididas em Assembleia têm sido cumpridas, demonstrando organização e convicção da categoria na mobilização.
Censura
Durante a Assembleia a categoria repudiou a censura dos cartazes que foram afixados no interior da SRTE/BA, que informava, diariamente, os dias em que os Auditores-Fiscais e os Servidores Administrativos estão expostos à deterioração das condições de trabalho no prédio, que apresenta muitos problemas. Os elevadores estão interditados desde março deste ano, obrigando servidores e usuários a subirem até cinco andares.
Eles decidiram pedir explicações ao Superintendente e seguiram para o gabinete. Eles foram recebidos pelo assessor técnico da SRTE/BA, Edson Braga. Ele explicou que os cartazes foram removidos porque não foram instalados nos locais previamente determinados, que são os murais de comunicação. A justificativa, no entanto, não convenceu os Auditores-Fiscais, que entenderam a medida como um ato de censura ao movimento e afirmaram que não vão aceitar esse tipo de atitude.