Barreiras (BA): MPF denuncia 85 pessoas envolvidas com trabalho escravo


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
29/07/2015



O Ministério Público Federal – MPF em Barreiras, Região Oeste da Bahia, divulgou que nos últimos dez meses de atuação propôs 27 ações penais contra 85 pessoas envolvidas com a exploração de trabalho escravo. As denúncias são resultado de fiscalizações de Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Barreiras e do Grupo Especial de Fiscalização Móvel e de investigações da Polícia Federal e do próprio MPF.


Os trabalhadores foram encontrados e resgatados de diversas atividades, como carvoaria, extração de madeira, plantação de milho, serraria, catação de raízes, colheita de capim, tarefas ligadas à pecuária, desmate de terra virgem para plantio, aplicação de agrotóxicos e preparo de solo.


As situações encontradas são típicas: jornadas de trabalho exaustivas, alojamento em condições precárias e falta de sanitários. Também foi encontrada uma situação peculiar, o uso do chamado “barracão” ou “truck-system”, sistema em que um intermediador se responsabiliza por restringir a locomoção dos trabalhadores em razão de dívidas a serem descontadas dos salários. Em muitos casos, os equipamentos utilizados no trabalho, inclusive os de proteção individual, são descontados dos trabalhadores, o que é ilegal.


A condenação de empregadores flagrados praticando a escravidão contemporânea ainda é um desafio da Justiça no Brasil. Esta notícia, portanto, é alvissareira. O caminho até a condenação é longo, mas deve ser trilhado com coragem. A impunidade é uma das razões pelas quais o trabalho escravo ainda é praticado no país. É uma realidade que precisa mudar.


Com informações do Ministério Público Federal.

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