O site rondoniaaovivo.com.br divulgou, no dia 17 de junho, um histórico de 43 mortes de trabalhadores entre 2010 e 2014 nas obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho (RO).
Há suspeita de que os números de acidentes nos canteiros de obras das usinas de Jirau e Santo Antônio e na obra de instalação do linhão de transmissão de energia elétrica Porto Velho-Araraquara sejam subnotificados. Segundo denunciam os operários, as ocorrências de muitos outros casos de acidentes, desaparecimentos, mutilações e mortes são encobertas nas obras das usinas do Madeira e do linhão. Relatam também que muitas mortes por malária não vieram a público.
De acordo com o Sinait, além da subnotificação de acidentes, os Auditores-Fiscais do Trabalho têm dificuldades para desenvolver ações fiscais nas áreas das hidrelétricas. A denúncia é confirmada pela matéria que relata que, em agosto de 2013, a Delegacia Sindical do Sinait em Rondônia, por meio de Carta Aberta, reclamou da interferência política nas ações no Estado e denunciou ainda, após embargo de um canteiro de obras da Hidrelétrica de Jirau, que a categoria passou a sofrer constrangimentos e restrições.
Os Auditores-Fiscais reclamam também, segundo a notícia, do fato de terem sido proibidos de embargar obras sem autorização e denunciaram que a superintendente Ludma de Oliveira Correa Lima restringiu o poder dos agentes, tirando a independência da fiscalização e impedindo que as equipes atuem com a agilidade necessária para garantir a segurança de trabalhadores em risco.
A proibição de Auditores-Fiscais para realizar embargos de obras e interdições de máquinas ou setores de serviços se deu em 25 de julho de 2013 e foi restabelecida em 3 de dezembro do mesmo ano, depois de grande mobilização dos Auditores-Fiscais e do Sinait.
A decisão da superintendente veio após um episódio em que Auditores-Fiscais do Trabalho agiram prontamente para evitar uma tragédia de grandes proporções. Se tivessem atendido às restrições impostas pela autoridade, muitos trabalhadores poderiam ter morrido no rompimento de uma barragem na região de Ariquemes. Relembre a matéria publicada pelo Sinait no dia 10 de dezembro de 2013.
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