Sérgio Mendonça afirmou que a negociação se mantém aberta
As diversas entidades representantes dos Servidores Públicos Federais civis anunciaram, durante reunião no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP nesta terça-feira, 7 de julho, que as categorias rejeitaram, após consultar as bases por meio de Assembleias Gerais, a proposta de reajuste do governo de 21,3% divididos em quatro anos.
A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, e o vice-presidente Carlos Silva não compareceram à reunião, sendo representados pelo diretor de Assuntos Jurídicos da entidade, Marco Aurélio Gonsalves, na condição de ouvinte. Isso aconteceu tendo em vista que os Estados do Amapá, Minas Gerais e Tocantins ainda não haviam, até o horário, enviado as atas, impossibilitando a consolidação dos resultados finais da Assembleia Geral Nacional - AGN para apreciar a proposta do governo, embora o resultado até agora seja pela rejeição da proposta.
O secretário de Relações do Trabalho do MP, Sérgio Mendonça, disse que a negociação continua aberta. Disse também que irá chamar as entidades para reuniões setoriais. O Sinait já solicitou, de pronto, ao Planejamento, a realização da reunião para tratar da pauta conjunta do Grupo Fisco.
Os Auditores-Fiscais do Trabalho continuarão realizando atividades de mobilização com a orientação dos Comandos Nacional e Locais do Sinait em várias partes do país. Além do reajuste salarial, a categoria exige do governo a realização de concursos públicos e melhoria na infraestrutura do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
Para o Sinait, o reajuste não repõe nem as perdas inflacionárias dos últimos anos. “Além disso, não houve qualquer negociação da nossa pauta que trata de muitos outros pleitos dos Auditores-Fiscais do Trabalho”, afirma a presidente Rosa Maria Campos Jorge.