Coordenadores de fiscalização também assinaram um documento em que devolvem os cargos ao governo
Nesta terça-feira, 7 de julho, os Auditores-Fiscais do Trabalho da Bahia fecharam a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/BA para protestar contra o reajuste de 21.3% oferecido pelo governo. A mobilização em frente à Superintendência é promovida pelo Comando Local de Mobilização.
De acordo com o diretor do Sinait, Roberto Miguel Santos, a Bahia está mobilizada e muitos Auditores-Fiscais do Trabalho que ocupam cargos de chefia assinaram, nesta terça-feira, a lista de entrega dos cargos ao governo. A iniciativa é um protesto da categoria por melhores condições de trabalho e de salário.
Roberto Miguel informou que muitas categorias estão parando na manhã desta terça-feira na Bahia, pelo mesmo motivo: o descontentamento com a proposta de reajuste de 21,3%, divididos em quatro parcelas até 2019.
No final da manhã, o diretor do Sinait e representantes da Delegacia Sindical na Bahia, juntamente com integrantes do Comando Local de Mobilização e Auditores-Fiscais que ocupam cargos de chefia na SRTE/BA se reuniram com o superintendente Severiano Alves de Souza para informar sobre a mobilização e seus desdobramentos.
As paralisações ocorrem estrategicamente antes da reunião do Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais com o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça, marcada para as 14 horas.
Diversas entidades já se manifestaram contrárias à proposta apresentada pelo governo no dia 25 de junho. Na reunião desta terça-feira o Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais, que representa 95% dos servidores, vai rejeitar a proposta e muitas categorias já falam em greve.
Na pauta geral, os servidores pedem, já para o ano que vem, um reajuste de 27,3% para repor perdas salariais desde 2010. Eles pedem ainda que o reajuste seja negociado anualmente e não plurianualmente, como propõe o governo.
O Sinait integra duas frentes de negociações, uma delas neste Fórum, em que defende a pauta comum aos servidores públicos federais, a exemplo da instituição da data base e regulamentação da Convenção 151 da OIT, entre outras. Já no Grupo Fisco, as reivindicações são específicas dos Auditores-Fiscais, como a fixação da remuneração em 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a realização de concurso público, criação da Lei Orgânica do Fisco – LOF e do Bônus Eficiência, entre outras.