Campanha Salarial 2015 – Auditores-Fiscais do Trabalho se reúnem em Assembleia em Pernambuco


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
03/07/2015



Rosa Jorge e Carlos Silva participaram da AGN em Recife e conversaram com os colegas sobre a mobilização que deve ser intensificada em todo o país


O debate realizado em Recife (PE) sobre a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo aos servidores públicos federais foi acalorado. Os Auditores-Fiscais do Trabalho, reunidos em Assembleia Geral Nacional Permanente – AGNP, organizada pela Delegada Sindical do Sinait no Estado, Ana Maria Pastich Gonçalves, na manhã desta sexta-feira, 3 de julho, ouviram os relatos da presidente do Sinait, Rosa Jorge, e do vice-presidente Carlos Silva sobre os pormenores da negociação com o governo e a avaliação das entidades, especialmente do Grupo Fisco, que faz campanha conjunta. Também esteve presente a diretora Alberlita Maria da Silva.


A Diretoria Executiva Nacional – DEN e o Comando Nacional de Mobilização - CNM do Sinait estão indicando a rejeição da proposta apresentada no dia 25 de junho, de 21,3% parcelada em quatro anos, até 2019. A proposta é considerada desrespeitosa e incompleta, pois não abrange todos os itens da pauta geral entregue pelo conjunto dos servidores públicos e da pauta específica do Grupo Fisco.


Rosa e Carlos informaram que a rejeição é geral e que a proposta inflamou as categorias que, assim como os Auditores-Fiscais do Trabalho e da Receita Federal do Brasil, estão intensificando as mobilizações e atividades de protesto. Muitas reuniões foram realizadas nos últimos dias para formar o entendimento do conjunto das entidades.


Vários são os motivos para isso. O índice oferecido não repõe as perdas já contabilizadas e não considera a previsão de alta de inflação para os próximos anos. As perdas projetadas são de mais de 50% até 2019. Os servidores não querem a negociação plurianual, especialmente avançando para o período do próximo governo, o que engessa a ação das categorias em busca de melhorias para as carreiras nos próximos anos.


Os Auditores-Fiscais pernambucanos compreenderam a delicadeza da negociação com o governo e mostraram-se dispostos para a mobilização e engajamento nas atividades que estão sendo propostas pelo CNM. A utilização dos prazos máximos para o cumprimento das Ordens de Serviço e lançamento dos Relatórios de Inspeção é considerada ação fundamental para demonstrar a organização da categoria e incomodar o governo quanto aos resultados da fiscalização. Outra orientação é para que os Auditores-Fiscais rejeitem viajar com as diárias que são pagas atualmente, insuficientes e indignas, sem reajuste necessário.


“Precisamos deixar clara, transparente a nossa indignação, a nossa insatisfação e a falta de condições de cumprir as metas determinadas. Se continuarmos cumprindo metas, mesmo com o número cada vez menor de Auditores-Fiscais, nunca seremos ouvidos ou atendidos em nossas necessidades”, disse Rosa Jorge.


Durante a Assembleia os Auditores-Fiscais do Trabalho que ocupam cargos de chefia na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PE assumiram o compromisso de entregar os cargos quando houver o indicativo nacional para esta ação. Os Auditores-Fiscais também se preparam para ações de fiscalização dirigidas na próxima semana, com a finalidade de chamar a atenção da sociedade e da imprensa local.


Rosa Jorge e Carlos Silva reforçaram, o tempo todo, a importância da adesão à mobilização, de união entre a categoria e com os Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil nos Estados. O Comando Local de Mobilização dos Auditores-Fiscais do Trabalho deve buscar contato com o Comando dos Auditores-Fiscais da Receita para encaminhar atividades em conjunto.


Na próxima terça-feira, 7 de julho, as entidades serão recebidas pelo Ministério do Planejamento para dar a resposta à proposta feita pelo governo. A presidente do Sinait disse que, tudo indica, será um veemente “NÃO”. As categorias vão reiterar suas reivindicações e dizer que não aceitam uma proposta que prejudica os servidores públicos.


Carlos Silva informou que no dia 25 de junho, após a reunião das entidades com o secretário Sérgio Mendonça, cobrou dele a reunião com o Grupo Fisco. Mendonça deixou claro que a intenção do governo é “resolver” a questão geral do reajuste, com índice único para todos e, somente depois disso, continuar as negociações setoriais. Isso é mais um motivo para que as categorias se mobilizem intensamente e incomodem muito, para pressionar por uma negociação real. “Até agora, o governo não negociou. Só impôs uma proposta capenga, que não nos atende”.


Superintendente


Após a Assembleia, Rosa Jorge, Carlos Silva e Alberlita Silva foram recebidos pelo Superintendente Regional do Trabalho e Emprego André Negromonte, que é Auditor-Fiscal do Trabalho. Ele foi informado sobre a Assembleia, as reivindicações da categoria e a mobilização que poderá ser intensificada nos próximos dias.


Como Auditor-Fiscal, Negromonte afirmou que apoia a pauta levada ao governo e sabe das carências e necessidades no Estado de Pernambuco e em todo o Brasil. Afirmou que a categoria terá seu apoio na mobilização.

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