Campanha Salarial 2015 - Em Assembleia, Auditores-Fiscais do Rio de Janeiro discutiram estratégias de mobilização


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
30/06/2015



Rosa iniciou sua intervenção na Assembleia Geral Permanente no Rio de Janeiro, realizada no dia 26 de junho, convocando a todos para a luta. Ela rememorou as lutas que sempre foram árduas e tudo que foi conquistado, resultado de muito trabalho. Disse que o acesso e a receptividade no Legislativo eram mais favoráveis do que na atual legislatura, pois, segundo ela, o atual cenário parlamentar é bem diferente dos anteriores e anuncia muita resistência e dificuldades para negociação, já que sua composição é majoritariamente formada por representantes da classe patronal. O resultado disso é que muitos projetos ruins que tinham, até mesmo, sido arquivados, estão sendo retomados e colocados em pauta novamente. “Uma situação muito complicada para os trabalhadores e para nós”, avaliou.


Como tem feito nos demais Estados, a presidente pediu para os Auditores-Fiscais derrubarem as metas usando os prazos legais para lançamento de relatórios no Sistema. “Todos precisam ajudar, pois já somos poucos e dispersos. Tudo o que for conquistado valerá para todos”, lembrou. Para ela, o avanço na luta depende do apoio das bases e é fundamental o compromisso de todos neste momento tão importante.


Na campanha de 2008, segundo Rosa, ficou garantido que a Auditoria-Fiscal do Trabalho é uma carreira típica de Estado e, mais do que isso, chegou ao fim o atrelamento de metas à remuneração, quando foi instituído o subsídio. “No entanto, continuamos a nos orientar por metas, principalmente, metas irracionais, em relação ao baixíssimo número de Auditores-Fiscais”, ressaltou.


Rosa frisou ainda que todas as vitórias conquistadas pela categoria foram resultado de embates difíceis, mas que trata-se de uma carreira vitoriosa e que ocupou o seu espaço e respeito com muito esforço. “Chegamos a este patamar atual às custas de união e do trabalho de nossas entidades, desde a Fasibra até o Sinait”, rememorou.


“Não podemos nos deixar engessar por instrumentos menores do que o Regulamento da Inspeção do Trabalho – RIT e a Convenção 81, ratificada pelo Brasil e que faz parte do nosso ordenamento jurídico”, conclamou Rosa.


A terceirização também foi abordada na Assembleia. Rosa informou que nas audiências públicas das quais está participando em todo o país tem ressaltado os males que o projeto preconiza. Ela acrescentou que a intenção do governo é estender a terceirização para o serviço público e que isso é muito perigoso e precisa ser combatido. “A realização de concursos públicos estaria prejudicada, além de outras questões que envolvem até mesmo a nossa atuação”, disse.


O vice-presidente Carlos Silva informou sobre as duas operações padrão propostas pelo Comando Nacional de Mobilização e foram submetidas às bases para que discutam e aprovem. Elas aconteceriam em portos e aeroportos. Também está proposta a Semana Nacional de Prevenção de Acidentes. “Em muitos Estados os colegas já estão organizados e já definiram quem vai para o interior”, informou. “Precisamos de muita união e força no curso desta Campanha Salarial, para vencer muita resistência que já está aí apresentada", avaliou Carlos Silva.


Participou da reunião, além do Delegado Sindical no Rio de Janeiro, Pedro Paulo Martins, o diretor do Sinait, Ítalo Manarinno.

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