Três trabalhadores mortos e mais três feridos. Esse é o saldo do acidente na obra da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, neste sábado, 30 de maio. O acidente aconteceu durante uma operação de descarga de um caminhão, quando um silo de estocagem de cimento, composto por tubos de capacidade para 1.200 toneladas, se soltou e caiu sobre os seis trabalhadores na área industrial do sítio Belo Monte.
Nas primeiras horas do sábado, três operários foram socorridos e levados para o hospital da cidade de Altamira (PA). Outros três ficaram desaparecidos até o início da noite, quando foram encontrados sem vida.
O Consórcio Construtor Belo Monte – CCBM informa que há 12 silos no sítio Belo Monte, incluindo o que desabou. Na área trabalhavam 100 operários no período da noite, na central de concreto, quando aconteceu o acidente.
Fiscalização
A fiscalização de grandes obras é realizada pelo Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura – GMAI. A construção da Hidrelétrica de Belo Monte é uma das obras acompanhadas pelo GMAI. Segundo a Coordenadora Operacional do Grupo, Fernanda Aud, dois Auditores-Fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Pará – SRTE/PA, um deles coordenador de equipe do GMAI, estão em Altamira e Vitória do Xingu para analisar o acidente e adotar as medidas necessárias para proteger os trabalhadores.
Entre 2014 e 2015 foram realizadas quatro operações do GMAI nos sítios Belo Monte, Pimental, Canais e Diques e Bela Vista. No total, foram lavrados 876 autos de infração e realizados um embargo e três interdições. Em 2014 as fiscalizações ocorreram em abril, agosto e outubro.
Neste ano de 2015 houve uma ação fiscal, de 16 a 27 de março, quando 17 empresas foram fiscalizadas e 225 autos de infração foram lavrados. Foram alcançados 33.280 trabalhadores, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Além da Hidrelétrica Belo Monte, outras obras foram e são fiscalizadas pelo GMAI, como estádios construídos para a Copa do Mundo, obras para as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, aeroportos de Confins (MG) e Viracopos (SP), edificações de mobilidade em rodovias de acesso ao aeroporto de Confins, Expresso DF, em Brasília (DF), Metrô Barra-Zona Sul, no Rio de Janeiro, bairro planejado Ilha Pura, na Barra da Tijuca (RJ) e a Termoelétrica Parnaíba (MA), entre outras. As ações são sempre apoiadas pelas equipes dos Auditores-Fiscais das Superintendências Regionais nos Estados.