GO: Fiscalização investiga prisão de bombeiro que denunciou excesso nas jornada de trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
25/05/2015



SRTE/GO denunciou o caso na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República


A Fiscalização do Trabalho de Goiás investiga a prisão do cabo do Corpo de Bombeiros de Goiás, Uilia Braga, que denunciou excesso nas escalas de serviço da corporação.


Em entrevista ao G1 de Goiás e à TV Anhanguera, o cabo afirmou que o excesso de jornada de trabalho tem privado os bombeiros da convivência em família. Ele ficou 4 dias preso, de 19 de maio a 23 de maio, no 8º Batalhão, na capital goiana, acusado de cometer transgressão disciplinar ao denunciar a jornada excessiva durante uma reunião da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo – Coetrae, em agosto de 2014. Além de Uilia, mais quatro bombeiros foram punidos pela mesma denúncia. Três deles foram presos em março deste ano e um foi excluído da corporação.


A Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo, que investiga o caso, disse que a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás – SRTE/GO denunciou a prisão à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e que a fiscalização tem articulado junto a senadores e deputados federais a defesa dos trabalhadores da segurança pública de Goiás. “Prisão é para bandido, e não para trabalhador que reivindica melhores condições de trabalho”, disse a Auditora-Fiscal.


Para a União dos Militares de Goiás, a prisão dos bombeiros é abusiva, uma vez que eles buscam melhorias nas condições de trabalho. O presidente da entidade, Valdenir Medrado, denunciou a falta de mão de obra na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros do Estado e disse que “o governo não resolve o problema, e isso só aumenta a sobrecarga dos efetivos, que são ‘jogados’ de qualquer jeito para trabalhar”.


O comando do Corpo de Bombeiros informou que a jornada dos bombeiros é de 24 horas de trabalho por 48 horas de descanso, e que estão trabalhando para aumentar o período do descanso para 72 horas.


Clique aqui para ver matéria sobre este caso.


 


 

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.