Fiscalização constatou 'risco grave e iminente à integridade física dos trabalhadores' e as obras foram paralisadas
Auditores-Fiscais do Trabalho embargaram, no dia 29 de abril, as obras do Centro Olímpico de Tênis e interditaram parcialmente o Velódromo, no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Em uma fiscalização iniciada no dia 28 de abril, nas obras de instalações da Rio-2016, a equipe encontrou várias irregularidades que põem em "risco grave e iminente a integridade física dos trabalhadores".
De acordo com a Auditora-Fiscal do Trabalho Elaine Castilho, coordenadora do projeto da Construção Civil da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro – SRTE/RJ, a construção da Arena de Tênis sofreu embargo total "por risco de queda de trabalhadores ou projeção de materiais, além de vãos de caixas de elevador sem proteção; escadas e rampas sem corrimões e rodapés; guarda-corpo de proteção de periferia sem tela para preenchimento dos vãos entre travessas”.
A construção da Arena de Tênis é um complexo que conta com um total de 16 quadras e está sendo realizado pelo Consórcio Ibeg, Tangran e Damiani.
Já na área de construção do Velódromo, de responsabilidade da Tecnosolo Serviço de Engenharia, foi verificado problema de segurança no serviço de escavação. Foram interditadas as betoneiras e serras circulares por falta de proteção das partes móveis dos motores, transmissões e outras partes perigosas das máquinas. Outro problema encontrado foi o de oferecer risco de ruptura de suas partes móveis. “Os trabalhos só podem recomeçar quando todas as providências forem tomadas. Os empregados devem receber pelos dias que vão ficar sem trabalhar”, explica Castilho.
Os Auditores-Fiscais pediram ainda melhorias na inclinação da rampa de fuga utilizada pelos operários na escavação do subsolo do Velódromo. Para cumprir o pedido, as atividades, nesse ponto específico, precisaram ser interrompidas. Nas outras áreas o trabalho prosseguiu normalmente.
Há pouco mais de um mês o Velódromo apresentava cerca de 30% de conclusão. Nas últimas semanas a obra acelerou, mas continua aquém do resto do Parque Olímpico. A obra está inicialmente orçada em R$ 118 milhões.
Segundo Elaine Castilho, os Auditores-Fiscais do Trabalho da Segur/SRTE/RJ realizam sistematicamente auditorias nos canteiros de obras espalhados pela cidade do Rio de Janeiro. “As ações fiscais são para proteger os operários que laboram no grande volume de construções para as Olimpíadas 2016”.
Com informações do G1 e da SRTE/RJ