Chacina de Unaí - Confraria do Garoto realiza Ato Público no RJ em memória das vítimas


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
01/05/2015



A Confraria do Garoto, grupo tradicional do Rio de Janeiro que realiza várias atividades culturais na capital carioca, realizou um Ato Público no dia 28 de abril, para protestar contra a impunidade no caso da Chacina de Unaí.


A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, falou sobre a dor dos familiares e colegas das vítimas diante da demora do julgamento dos mandantes. Os acusados tentaram levar o júri à Vara Federal de Unaí, mas a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu por manter o julgamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Belo Horizonte (MG). “Foi um crime contra o Estado Brasileiro. Quatro servidores públicos foram mortos numa emboscada durante o exercício da função”, completou.


Para ela, o poder e o dinheiro dos acusados de serem os mandantes, os irmãos Mânica, donos de várias propriedades rurais na região de Unaí, não podem vencer a luta pelo julgamento travada há onze anos. “Os Auditores-Fiscais do Trabalho defendem os direitos do trabalhador, combatem o trabalho escravo e o trabalho infantil. Não nos calamos diante das injustiças”, afirmou Rosa Jorge.


Durante o Ato, os músicos da Confraria do Garoto tocaram uma marcha em respeito à memória das vítimas. As viúvas dos Auditores-Fiscais assassinados Marinês Lina de Laia, Genir Lage e Helba Soares participaram da manifestação e se emocionaram com a homenagem.


O presidente da Confraria, Nelson Couto, lamentou a demora do julgamento e colocou o grupo à disposição para ajudar na divulgação da causa. “Além de pedir Justiça, precisamos alertar a sociedade para que um crime bárbaro como esse não se repita”, destacou.

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.