28 de abril - Sindicato patronal barra manifestação do Sinait em evento no Espírito Santo


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
30/04/2015



A Delegada Sindical do Sinait no Espírito Santo, Valnete Freitas, informou ao Sinait nesta quarta-feira, 29 de abril, sobre constrangimento a manifestação do Sinait em evento de segurança e saúde do qual participaria no dia 28 de abril, Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.


Segundo Valnete, ela participaria do Seminário "Construindo uma Cultura de Prevenção em SST", um evento realizado pela Fundacentro, em parceria com outras entidades, no qual estavam presentes representações patronais, de trabalhadores da iniciativa privada e de servidores públicos, além de representantes de órgãos públicos.


A Delegada Sindical pediu autorização para fixar a faixa do Sinait e da Delegacia Sindical – DS/ES contra a aprovação do Projeto de Lei 4.330/2004, sobre terceirização, e das Medidas Provisórias 664 e 665/2014, que dificultam acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários. A DS/ES teve total apoio dos sindicatos de trabalhadores, mas a representação patronal da construção civil barrou a colocação do material, assim como a divulgação da Nota Pública dos Auditores-Fiscais do Trabalho que denuncia o grande número de acidentes de trabalho e reivindica o fortalecimento da fiscalização. Segundo Valnete Freitas, o episódio causou grande constrangimento e, após registrar sua presença no evento, ela se retirou em protesto.


A Nota Pública, segundo a Delegada Sindical, foi enviada à Central Única dos Trabalhadores para ser publicada na internet e em panfletos da entidade. Além disso, Valnete foi convidada para participar das atividades do dia 1º de Maio representando o Sinait e a Delegacia Sindical no Espírito Santo, que ocorrerão na orla de Camburi, em Vitória. A faixa do Sinait – DS/ES será exposta dando visibilidade à opinião dos Auditores-Fiscais do Trabalho e a Nota Pública poderá ser divulgada para grande público.


O Sinait repudia a atitude dos representantes patronais que vetaram a manifestação do Sinait, contrária a medidas que retiram direitos dos trabalhadores. “Foi uma atitude estranha, arbitrária e que demonstra falta de trato com a democracia, que garante que todos podem manifestar suas opiniões livremente. Assim como o Sinait manifestaria seu pensamento, a entidade patronal também poderia fazê-lo, mas optou por agir com truculência. É preciso ter muito cuidado com práticas antidemocráticas e antissindicais. Isso é inaceitável em nossa sociedade”, comenta a presidente do Sinait, Rosa Jorge.

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