Auditores-Fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul – SRTE/RS interditaram, no início de abril, máquinas e equipamentos na empresa de fabricação de fertilizantes Zanon Com. Serviços e Transporte Ltda, localizada no Rio Grande, por apresentarem grave e iminente risco aos trabalhadores. A operação foi deflagrada após a morte de um empregado nas dependências da empresa. Durante a ação fiscal foram lavrados 50 autos de infração por diversas irregularidades.
A operação faz parte do Movimento Abril Verde da Seção de Saúde e Segurança do Trabalho – Segur da SRTE/RS, explica Guilherme Candemil, chefe do setor. “Os Auditores-Fiscais atuam na prevenção e proteção do trabalhador, mas, infelizmente, em função do assoberbamento das equipes, nem sempre conseguimos fiscalizar todas as empresas para conseguir evitar a morte, lesão e adoecimento de trabalhadores”.
Na ocasião, os Auditores-Fiscais Fábio Lacorte da Silva e Roque Puiatti identificaram situações de grave e iminente risco que provocaram a interdição do conjunto de máquinas utilizadas na fabricação de fertilizantes em armazéns, a interdição de uma serra circular, de um andaime fachadeiro, de uma máquina betoneira e de três vasos de pressão. Além disso, foram interditadas todas as operações em alturas, como, por exemplo, as atividades de carregamento de caminhões e trens. Ficou proibida a circulação de máquinas e pessoas no ambiente ao mesmo tempo.
Os Auditores-Fiscais constataram ainda a falta de gestão em saúde e segurança do trabalho na empresa, que não emite Ordem de Serviço aos empregados, não realiza os treinamentos obrigatórios, não possui Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA e não possui programa de proteção respiratória.
No canteiro de obra de ampliação de um armazém da empresa foram encontradas instalações elétricas montadas de forma precária, improvisadas, sem projeto. Ainda foram encontrados trabalhadores sem registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social.
A empresa foi autuada por não possuir análise ergonômica dos postos de trabalho e por exigir que seus empregados e trabalhadores de empresas terceirizadas carreguem peso acima da capacidade física que um ser humano suporta.
Além de Fábio Lacorte e Roque Puaitti, diretamente envolvidos na fiscalização, o Auditor-Fiscal do Trabalho Antônio Mendes está responsável pela análise do acidente fatal ocorrido.