As manifestações em pelo menos 18 estados e no Distrito Federal, organizados por centrais sindicais e movimentos sociais, nesta quarta-feira, 15 de abril, provocaram o adiamento da votação do Projeto de Lei 4.330/2004, que regulamenta a terceirização de mão de obra. A matéria é polêmica e o texto-base foi aprovado na semana passada. Agora, os destaques encontram-se pendentes de votação.
A pressão dos trabalhadores nas ruas ecoou no Plenário da Câmara, nesta quarta-feira, no início da noite, que anunciou um acordo, adiando para quarta-feira, 22 de abril, a continuação da votação dos destaques. A decisão saiu depois que líderes dos partidos manifestaram preocupação com a repercussão negativa.
Para chegar à um consenso, o Líder do governo disse que irá se reunir, até a semana que vem, com representantes do governo, empresários e movimento sindical, com a participação do relator do projeto e outros deputados, com o objetivo tentar um acordo que envolva esses setores.
Mas, há muito mais em jogo, os partidos de oposição ao governo querem discutir primeiro o ajuste fiscal para depois debater a terceirização. A ideia é votar as Medidas Provisórias 664 e 665/2014 para depois decidir sobre a terceirização.
O governo quer votar as MPs sem fazer grandes alterações. Apesar de ser contra a terceirização. As duas propostas são prejudiciais aos trabalhadores e o Plenário está dividido. Os parlamentares perceberam que os trabalhadores estão atentos e as decisões terão um custo.
A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, afirma que a entidade em parceria com as centrais sindicais e os movimentos sociais estão atuando para barrar a proposta da terceirização. “Estamos preocupados com o texto e esperamos que ele não seja aprovado”.
Com informações da Agência Câmara de Notícias.