Em visita ao município de Barreiras no dia 27 de março, o presidente da Delegacia Sindical do Sinait na Bahia - DS/BA, Wellington Maciel Paulo, se reuniu com Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego – GRTE/Barreiras para tratar das ameaças dirigidas a Auditores-Fiscais do Trabalho em telefonemas anônimos. O Delegado Sindical também visitou o posto da Polícia Federal para cobrar celeridade nas investigações do caso.
Os Auditores-Fiscais lotados em Barreiras entendem que houve avanços significativos nas condições de trabalho das fazendas fiscalizadas nos últimos anos, com a formalização de vínculos de emprego, a melhoria das condições de segurança, saúde e dos alojamentos dos trabalhadores. Por isso, fazem questão que as fiscalizações rurais sejam mantidas.
Eles apresentaram uma lista de reivindicações ao chefe da GRTE, solicitando medidas imediatas para coibir as ameaças anônimas e garantir a segurança dos Auditores-Fiscais.
Inquérito em andamento
No posto da Polícia Federal de Barreiras, o escrivão informou que o inquérito que apura a denúncia aguarda a liberação da quebra do sigilo telefônico da GRTE pela Procuradoria da República. A Polícia Federal tem uma grande demanda de inquéritos para serem investigados pelo posto da PF de Barreiras, que conta atualmente apenas com um delegado plantonista e um escrivão, sem nenhum agente. O Sinait considera que esse é o retrato do descaso do governo com as instituições do Estado.
O Sinait e a Delegacia Sindical na Bahia continuarão acompanhando o andamento do inquérito na Polícia Federal, contatando e cobrando de todas as autoridades pertinentes a estrutura, pessoal e medidas para garantir que os responsáveis pelas ameaças sejam identificados e punidos.
Rosa Jorge, presidente do Sinait, observa que as reivindicações dos Auditores-Fiscais de Barreiras se aplicam a todo o país e informa que o Sinait vai reiterar o pedido à Secretaria de Inspeção do Trabalho para que adote medidas de segurança efetivas e concretas. “Temos recebido muitos relatos de agressões e ameaças. O Ministério do Trabalho e Emprego também tem conhecimento dos casos e precisa dar uma resposta à altura. Do contrário, os agressores terão alcançado seu objetivo, que é parar a fiscalização. Os maiores prejudicados são os trabalhadores, que já contam com um pequeno número de Auditores-Fiscais para defender seus direitos. Temos que realizar nosso trabalho, mas temos que fazê-lo com toda segurança”.