O jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira, 6 de outubro, publicou duas matérias sobre a situação da Controladoria Geral da União – CGU, responsável pelo controle de gastos públicos e ações de combate à corrupção. Segundo a reportagem, um relatório da própria CGU, divulgado em fevereiro deste ano, aponta para a diminuição do orçamento, com a consequente redução de ações de fiscalização, especialmente no interior do país.
Segundo Jorge Hage, ministro-Chefe da CGU, a capacidade de “fazer mais com menos” chegou ao limite. Ele disse que já comunicou isso ao governo em pelo menos duas ocasiões, em cartas enviadas ao Ministério do Planejamento e à Casa Civil. A declaração refere-se tanto a recursos financeiros como a recursos humanos.
A situação da CGU é semelhante à de tantos outros órgãos do governo federal, incluindo o Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, cujos quadros de Auditores-Fiscais do Trabalho e Servidores Administrativos nunca estiveram tão desfalcados como na atualidade, prejudicando as atividades e serviços prestados ao público.
As situações são tão parecidas que quase é possível trocar o nome da CGU no texto da Folha por diversos outros órgãos públicos, entre eles, o MTE. Pouca diferença faria e o encaixe seria praticamente perfeito.
Leia as matérias publicadas na Folha de São Paulo: