Auditores-Fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás – SRTE/GO interditaram, nesta terça-feira, 23 de setembro, a estrutura física e as atividades dos trabalhadores de todo o Cais Garavelo, unidade de saúde, vinculada à Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia, pelas condições precárias e inadequadas nos ambientes de trabalho. A operação começou no dia 1º de setembro e está em curso.
A operação coordenada por Auditores-Fiscais da SRTE/GO contou ainda com a participação de representantes do Conselho Regional de Enfermagem, Ministério Público do Trabalho e Advocacia Geral da União.
O Cais Garavelo é uma unidade de saúde, vinculada à Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia (GO), que realiza atendimento ao público com consulta médica, em várias áreas, entre elas, urgência e emergência, sutura, aplicação de injeção e atendimento odontológico, entre outras.
Durante a fiscalização, os integrantes da operação, verificaram a situação precária dos ambientes do posto de saúde, como, por exemplo, infiltrações, mofo, poeira, espaço físico reduzido, instalações sanitárias com problemas, hidráulicas e elétricas (com fiação exposta) antigas, improvisadas e em péssimo estado de conservação, locais com rachaduras, buracos; frestas nas paredes e portas.
Além disso, foram detectados ainda que as portas estavam muito velhas, danificadas; com janelas de aço enferrujadas e com vidros quebrados, revestimento de parede e pintura inadequados e danificados, piso comprometido e desgastado, com muita sujeira. Os banheiros dos trabalhadores e pacientes encontravam-se extremamente sujos exalando muito mau cheiro nos ambientes de trabalho. A fossa transbordava, segundo a Fiscalização do Trabalho.
Para diminuir o mau cheiro, os trabalhadores utilizavam papel e esparadrapos para tampar os ralos e, assim, conseguir trabalhar no consultório odontológico. Dentre o universo de problemas verificados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho, a falta de Equipamentos de Proteção Individual - EPIs foi uma das negligências apontadas em descumprimento às normas de Segurança e Saúde do Trabalho.
De acordo com a coordenadora da operação, a Auditora-Fiscal Jacqueline Carrijo, mais problemas foram identificados. “Nós protocolamos o termo de interdição e agora precisamos aguardar que a Secretaria de Saúde do Município Aparecida de Goiânia seja notificada para que o serviço no posto seja paralisado. “A situação é gravíssima, o termo de interdição já foi apresentado e agora esperamos que a unidade de saúde seja fechada urgentemente para que os servidores da unidade e também os pacientes não corram mais risco”.
Segundo Jacqueline Carrijo, diversos problemas foram apurados e registrados. “São tantos pontos identificados que precisam ser corrigidos urgentemente, mas do jeito que está não pode continuar, porque oferece perigo para todos os envolvidos”.
Confira aqui matéria veiculada pela TV Anhanguera sobre a operação.