Sinait se reúne com área social e de trabalho da campanha de candidata à presidência


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
11/09/2014



Em continuidade aos encontros promovidos entre as entidades sindicais e os candidatos à Presidência da República, dirigentes do Sinait apresentaram, na noite desta quarta-feira, 10 de setembro, reivindicações da categoria à coordenação de trabalho social do programa político da candidata Dilma Rousseff. 


A diretora do Sinait, Rosângela Rassy, iniciou sua intervenção afirmando que os Auditores-Fiscais do Trabalho são servidores públicos totalmente envolvidos na área social e do trabalho e que são conhecedores das reais necessidades dos trabalhadores. 


Rosângela denunciou a falta de Auditores-Fiscais do Trabalho para atender às demandas dos milhões de trabalhadores. “Somos cerca de 2.700 Auditores-Fiscais do Trabalho em todo o país, o que reflete diretamente na falta de proteção aos trabalhadores”, explicou. 


“É preciso um olhar para a área de Fiscalização do Trabalho, que não está conseguindo atingir todos os trabalhadores, em razão do crescimento acelerado de empresas e a redução do quadro de Auditores-Fiscais”, salientou. 


O aumento do número de acidentes de trabalho, segundo a dirigente, decorre dessa situação, que deixa os trabalhadores sem proteção. Ela acrescentou que os empregadores, cientes desse déficit de servidores, se aproveitam e não cumprem a legislação trabalhista que estabelece normas de proteção para os trabalhadores. 


Rosângela lembrou, ainda, do compromisso do governo com a erradicação do trabalho infantil e do trabalho escravo, cujos objetivos ainda não foram alcançados. O fortalecimento da Auditoria-Fiscal do Trabalho também passa por esse propósito de retirada de crianças do trabalho infantil e do resgate de trabalhadores escravizados, enfatizou. 


Outro ponto ressaltado pela dirigente do Sinait foi a respeito dos males que a terceirização representa para toda a classe trabalhadora. “O governo da presidenta Dilma não está contribuindo para essa discussão”, afirmou. Para Rosângela Rassy, a terceirização está retirando conquistas dos trabalhadores e acrescentou  a informações de que os acidentes de trabalho ocorrem, geralmente, em empresas terceirizadas, que não fornecem a proteção devida, como equipamentos e um ambiente de trabalho seguro a seus empregados. 


Rosângela relatou, ainda, os prejuízos que o projeto que cria o Sistema Único do Trabalho – SUT poderá trazer para os trabalhadores com o total enfraquecimento do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. Sobre isso, a dirigente disse que, antes de qualquer avanço, é preciso que seja realizada uma Conferência Nacional  para discutir exclusivamente o Sistema Nacional de Emprego e o fortalecimento do MTE. 


A Dirigente finalizou sua manifestação entregando um documento do Sinait com 14 itens que o Sindicato reivindica, para que sejam acrescentados no programa de governo da candidata. 


Estavam presentes o diretor do Sinait, Orlando Vila Nova e a Auditora-Fiscal Margarida Munguba (DF).

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