Sindicalistas discutiram o projeto pela primeira vez e se mostraram surpresos com o alcance do modelo proposto
A convite do Gerente Regional do Trabalho e Emprego de Campinas (SP), o Auditor-Fiscal do Trabalho Sebastião de Jesus da Silva, e do chefe da Agência de Atendimento de Jaguariúna, o servidor administrativo Carlos Alberto de Oliveira, o Sinait levou sua avaliação sobre o projeto do Sistema Único do Trabalho – SUT ao Conselho de Entidades Sindicais de Campinas nesta terça-feira, 9 de setembro.
A diretora do Sinait, Ana Palmira Arruda, detalhou os principais pontos da proposta e destacou os prejuízos que o SUT representa para os trabalhadores. Estavam presentes à reunião representantes do SINDPD, Saaec, Sinsaúde, Sinticon, Sinergia, Sindminérios, SINTPQ, Sindialimentação, Sindicato dos Contabilistas, Sindicato dos Gráficos de Jundiaí, Sindicato dos Vigilantes, Trabalhadores da Construção Civil e Sindicato do Vestuário.
Os sindicalistas demonstraram estar surpresos com o projeto e o alcance que ele terá, especialmente porque, pela primeira vez, foram convidados a participar de reunião para discutir a proposta. Todos os representantes ali reunidos conhecem a precariedade das instalações da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Campinas e a luta travada pelos Auditores-Fiscais do Trabalho e Servidores Administrativos em razão do quadro exíguo de ambas as carreiras.
As entidades sindicais se dispuseram a se juntar aos Auditores-Fiscais e Servidores Administrativos para discutirem um modelo de Ministério do Trabalho e Emprego capaz de atender às demandas da classe trabalhadora. Os representantes mostraram-se indignados com o modo como o projeto trata a transferência de recursos e a terceirização.
Ana Palmira destacou que não há critério algum para a composição do quadro de servidores que irá fazer o atendimento, caso seja implantado o SUT. Diante dos argumentos expostos, os dirigentes sindicais consideraram a proposta uma ameaça aos direitos dos trabalhadores.
A representante do Sinait também falou sobre a importância da manifestação de todos, como uma forma de pressão, para que os trabalhadores sejam ouvidos antes de qualquer decisão a respeito do andamento do projeto. Ana Palmira informou que o Conselho de Representantes da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, repudiou a proposta ao tomar conhecimento de seu teor, durante encontro na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria – CNTI, em Brasília.
As entidades marcaram nova reunião para o dia 23 de setembro, quando irão aprofundar a discussão sobre as condições e necessidades da GRTE/Campinas e, a partir daí, formular uma proposta para a solução dos problemas e restabelecimento da força e importância do MTE para o trabalhador brasileiro.