Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás - SRTE/GO libertaram sete trabalhadores de regime de trabalho análogo ao de escravos em operação realizada entre os dias 14 e 26 de maio. O grupo laborava no carregamento, empilhamento, carga e descarga de toras de eucalipto em uma fazenda em Jataí (GO).
A equipe de fiscalização, composta por Auditores-Fiscais, procuradores do Trabalho e agentes da Polícia Federal, constatou a ocorrência de jornada excessiva. Os empregados trabalhavam 15 horas – das 6 às 20 horas – sem intervalo de uma hora para descanso, expostos a riscos à saúde e à integridade física, como ferimentos nas mãos e demais partes do corpo, poeira, ruídos das máquinas, picadas de animais peçonhentos, posturas penosas, entre outros riscos.
Os Auditores-Fiscais também constataram inconsistência entre os valores registrados nas Carteiras de Trabalho e os efetivamente pagos aos trabalhadores: apesar do salário registrado ser equivalente a um Salário Mínimo, os trabalhadores jamais receberam esse valor. Eles recebiam R$ 3,00 por metro de madeira carregada no caminhão e R$ 2,00 por metro de madeira descarregada.
A fiscalização interditou a fazenda e lavrou 27 autos de infração. Os trabalhadores receberam R$ 30.927,74 em verbas trabalhistas e as guias para o pagamento do Seguro-Desemprego. Uma Ação Civil Pública será ajuizada pelos procuradores doTrabalho em reparo ao dano e à dignidade dos trabalhadores.
Nos últimos sete anos, a fiscalização trabalhista resgatou 2.160 trabalhadores escravizados no Estado de Goiás – o resultado de 2014 é parcial, contabilizado até 29 de abril.
Com informações do MTE e da SRTE/GO.