PE: Auditora-Fiscal aborda terceirização como causa de acidentes e doenças no trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
06/05/2014



A Auditora-Fiscal do Trabalho Cristina Serrano proferiu palestra, no dia 24 de abril, sobre os aspectos ligados à fiscalização e a legislação da terceirização, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Pernambuco – SRTE/PE. O evento fez parte das atividades da semana que lembrou o Dia em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, celebrado no dia 28 de abril.


Para Cristina Serrano é relevante discutir este tema, pois nos últimos anos, o que foi disseminado sob o título terceirização é uma prática de contratação fraudulenta. “O que vemos hoje não é terceirização, é a intermediação mão de obra como mercadoria. Pessoas não podem ser vendidas ou compradas”, enfatizou.


Em sua fala esclareceu as ilicitudes cometidas neste tipo de contratação e as consequências da terceirização fraudulenta nas condições de trabalho. Também, citou os setores que se utilizam mais desta prática, com destaque para o financeiro, elétrico e de telecomunicações, apresentando ainda os resultados da fiscalização no setor elétrico. “Na Celpe encontramos terceirização em todas as atividades, desde a manutenção às ligações novas de energia e o registro de vários acidentes, até fatais”.


Participaram da mesa de debate o procurador do Trabalho Rogério Sitônio Wanderley e o Auditor-Fiscal do Trabalho Marcos Miranda, que foi o mediador.


A terceirização foi escolhida pelo Movimento 28 de Abril como foco das discussões deste ano por registrar um elevado número de adoecimento e até mortes de trabalhadores. As atividades encerraram no último dia 28 com a instalação, na sede da SRTE/PE, de um cenário representando os trabalhadores terceirizados e a degradação da função.


Em Pernambuco, na atividade de call center, por exemplo, existem cerca de 40 mil trabalhadores nas empresas especializadas, rede de cartões de crédito e órgãos públicos. Segundo informações do Sindicato de Telecomunicações, a rotatividade no setor é de 2% de empregados desligados em dois meses e na maioria dos casos em um ano o trabalhador não é mais produtivo.


Com informações da Afitepe.

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