Representantes do Sinait se reuniram nesta quarta-feira, 23 de abril, com o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, Rodrigo Fonseca, que coordena o Fórum Fundiário do órgão
Representantes do Sinait se reuniram nesta quarta-feira, 23 de abril, com o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, Rodrigo Fonseca, que coordena o Fórum Fundiário do órgão, para detalhar os objetivos do Movimento Ação Integrada, uma iniciativa do Sinait, em parceira com a Organização Internacional do Trabalho – OIT. As duas entidades estão dialogando com o CNJ no sentido de assinar um Termo de Cooperação Técnica para contribuir na expansão do projeto nacionalmente.
O projeto piloto do Ação Integrada foi implantado no Mato Grosso e já foi reconhecido internacionalmente como modelo para instrumentalizar a reinserção de trabalhadores egressos de condições análogas à escravidão em programas de qualificação profissional e no mercado de trabalho. A iniciativa é realizada em parceria com instituições de aprendizagem e empresas.
De acordo com o idealizador do Ação Integrada, o Auditor-Fiscal do Trabalho e diretor do Sinait Valdiney Arruda, o modelo não serve apenas para combater e prevenir o trabalho escravo mas para outras situações de vulnerabilidade. “Isso não significa que outras políticas públicas na área sejam desprezadas; elas se complementam”, ressaltou.
O vice-presidente do Sinait Carlos Silva afirmou que o Movimento Ação Integrada foi criado e conduzido por Auditores-Fiscais do Trabalho. “O objetivo é quebrar o ciclo vicioso marcado pela reincidência das vítimas. Ao lado no CNJ, poderemos ampliar os resultados exitosos”.
Segundo a Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo, que já coordenou operações de combate ao trabalho escravo, é frustrante para o Auditor-Fiscal do Trabalho retirar um trabalhador de condições degradantes sem participar da continuidade de ações para resgatar sua dignidade. “É emocionante ver o crescimento dos trabalhadores alcançados pelo Ação Integrada, suas mudanças de perspectiva e de vida”.
Rodrigo Fonseca lembrou que o CNJ já promoveu iniciativas similares como o projeto “Começar de Novo”, que promove a reinserção de ex-presidiários no mercado de trabalho por meio de parcerias com empresas privadas.
Para o Sinait e a OIT, uma das principais contribuições do CNJ com o Ação Integrada é replicar a ideia nacionalmente, mobilizar e sensibilizar a sociedade civil e Poder Público para o tema, replicar boas práticas e a articulação pela efetividade do projeto.
Também participaram da reunião o representante da OIT Antônio Carlos de Mello Rosa e a assessora técnica Patrícia Trindade Costa.