Operário morreu ao cair da arquibancada em obra no estádio Itaquerão. Esta já é a oitava morte em obras de estádios da Copa do Mundo
No último sábado, 29 de março, morreu o terceiro operário na obra do estádio Itaquerão (SP). Fábio Hamilton da Cruz tinha 23 anos e morreu ao cair de uma altura de oito metros das arquibancadas móveis da arena que receberá o jogo de abertura do Mundial. A queda causou múltiplas fraturas, perfuração do pulmão e traumatismo craniano.
Segundo informações obtidas na Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo – SRTE/SP, uma equipe de Auditores-Fiscais do Trabalho está, nesta tarde, realizando perícia no local para investigar as causas do acidente.
De acordo com informações divulgadas, ele era contratado da WDS Construções, companhia que prestava serviços para a Fast Engenharia.
Fábio trabalhava há apenas dois meses nas obras do Itaquerão e, segundo seus colegas de trabalho, Fábio não usava equipamentos de proteção no momento da queda.
Falta de treinamento
Uma das principais causas de acidentes em obras, além da falta de equipamentos de segurança, é a falta de treinamento. No caso deste acidente, o operário que havia sido contratado para exercer a atividade de ajudante de obras, desempenhava a função de montador, segundo declaração dos companheiros de trabalho.
Assim como treinamento e uso de equipamentos de segurança, outras medidas são cobradas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho ao fiscalizar obras da construção civil. Os Auditores-Fiscais se orientam por Normas Regulamentadoras – NRs, especialmente a NR 18 – sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção –, que detalham as situações de risco para trabalhadores de acordo com a atividade que exercem.
Outras mortes
No final de novembro do ano passado, Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44 anos, morreram após a queda de um guindaste no canteiro de obras do Itaquerão. Também morreram quatro operários nas obras de Manaus e um em Brasília. As mortes em obras destinadas à Copa de 2014 já chegam ao quádruplo de mortes em comparação com as ocorridas durante as obras para o Mundial da África do Sul, em 2010.
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