Presidente do Sinait afirmou que a entidade está acompanhando o caso
Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia – SRTE/BA e da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Barreiras relataram, de forma detalhada, as ameaças de morte que têm sofrido na região à Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
A reunião, realizada nesta terça-feira, dia 11 de março, contou com a presença da presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge. A entidade está acompanhando o caso, já denunciou e alertou o ocorrido às autoridades e cobra que o Estado brasileiro dê efetiva resposta para coibir atos desta natureza e evitar novos crimes como a “Chacina de Unaí”.
De acordo com a chefe do Setor de Fiscalização do Trabalho da GRTE/Barreiras, Liana de Carvalho, desde meados de 2013, os Auditores-Fiscais recebem recados de uma possível retaliação à ação naquela região. Em fevereiro de 2014, uma nova ameaça fez ressurgir um clima de instabilidade entre os Auditores-Fiscais que desenvolvem atividade rural na Gerência. O quadro foi reduzido na região após a remoção de quatro deles. A Polícia Federal já foi comunicada. “A sugestão é que a SIT assuma a atividade rural na região oeste da Bahia, até que as investigações sejam concluídas”, afirmou.
Liana e o chefe do Setor de Inspeção do Trabalho - SEINT da SRTE-BA José Honorino Macêdo acrescentaram que, após a primeira ameaça, a GRTE registrou um boletim de ocorrência na PF. Porém, ainda não foi devidamente apurado. “A Polícia Federal possui apenas um posto avançado na região com reduzido quadro de pessoal”, disse Liana.
José Honorino completou achar necessário que o secretário da Inspeção do Trabalho, Paulo Sérgio Almeida, faça encaminhamentos para que o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, cobre ações efetivas da PF no sentido de elucidar a origem das ameaças.
Rosa Jorge ressaltou que deve ser dada a devida proteção aos Auditores-Fiscais vítimas das ameaças. “Também é necessário evitar que voltem a fazer fiscalizações rurais”. Ela sugeriu que seja realizada uma grande operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel na região e acrescentou que o Sinait irá acompanhar o andamento do inquérito da PF que investigará o caso.