SP: Operações de Auditores-Fiscais resultaram em ação contra multinacional no interior do Estado


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
27/02/2014



Operações dos Auditores-Fiscais, da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Araraquara – GRTE/Araraquara, em São Paulo, resultaram em ação civil pública contra a multinacional Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., que está proibida de terceirizar atividade-fim. Ainda cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas (SP).


A ação, fruto de operações da GRTE/Araraquara, determinou que a multinacional Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., especializada em biotecnologia de cultivos, está proibida de terceirizar atividade-fim e deverá garantir a segurança de trabalhadores no manuseio e armazenamento de agrotóxicos. As obrigações constam da liminar concedida pela Vara do Trabalho de Itápolis ao Ministério Público do Trabalho – MPT de Araraquara. Se houver descumprimento da medida judicial, a empresa pagará multas diárias que vão de R$ 50 a R$ 300 mil.


Fiscalização


De acordo com os dados dos relatórios dos Auditores-Fiscais, usados na ação, em inspeções no estabelecimento da empresa em Itápolis, nos anos de 2011 e 2012, foram constatadas terceirizações ilícitas. Em março de 2012, um trabalhador morreu. Nas duas operações foram alcançados 1.117 trabalhadores.


O relatório de fiscalização constatou que a empresa SMF Consultores Associados Ltda., produtora de mudas de cana-de-açúcar, ficava sob o comando direto da própria Syngenta, que determinava o modo, o tempo e a forma que o trabalho deveria ser realizado. Determinações que caracterizaram relação direta entre empregado e empregador.


Agrotóxicos


Além da prática de terceirização ilícita, os Auditores-Fiscais flagraram irregularidades sobre o uso e armazenamento de agrotóxicos nas dependências da Syngenta, em Itápolis. Segundo os Auditores-Fiscais, ao término da aplicação do pesticida conhecido como Zapp, os trabalhadores vestiam suas roupas pessoais e eram transportados em veículos da própria Syngenta, juntamente com a roupa contaminada.


Os trabalhadores ainda ficavam expostos e não recebiam capacitação sobre prevenção de acidentes na aplicação de agrotóxicos. Muitos deles afirmaram que não utilizavam máscaras no momento da pulverização.


 

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.