Sinait lamenta a morte de repórter cinematográfico


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
11/02/2014



A morte do repórter cinematográfico da rede de TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, provocou uma onda de comoção por todo o país. O profissional tinha 49 anos, trabalhava há dez anos na Band, era um profissional premiado e cobria um protesto contra o aumento das passagens de ônibus, que terminou em confronto próximo à Central do Brasil.


O Sinait lamenta pelo profissional que, no cumprimento de seu dever, foi atingido por um rojão, teve afundamento craniano e morte cerebral diagnosticada nesta segunda-feira, 10, pela equipe do hospital Souza Aguiar.


Vários jornalistas tiveram rostos e olhos gravemente atingidos na cobertura das manifestações de rua que ocorrem no Brasil desde julho de 2013, o que levou à mudança no tom da cobertura dos protestos por parte da imprensa, que deixou de pedir ação enérgica, como aconteceu no primeiro dia de manifestações de junho, em São Paulo. Com a morte do repórter cinematográfico, a cobertura dos protestos poderá ser diferente daqui pra frente. Seus colegas se tornarão mais conscientes do risco que correm em meio aos manifestantes. As coberturas vão acontecer, sim. Mas, a lembrança do caso vai estar sempre presente para os profissionais da imprensa nestes momentos.


Santiago não estava ali para protestar nem tampouco para bater em policiais ou manifestantes, mas para fazer seu trabalho, com dignidade. No Rio de Janeiro e em Brasília, jornalistas protestaram pela morte do colega. Entidades que representam os jornalistas reforçam suas reivindicações junto às empresas de comunicação por mais segurança durante as coberturas.


Esta é uma experiência que também os Auditores-Fiscais do Trabalho vivem a cada fiscalização em que há denúncia de trabalho escravo, depois do assassinato dos três Auditores-Fiscais do Trabalho e do motorista do MTE, na Chacina de Unaí, em 2004. A categoria ainda está vulnerável e sujeita a agressões, que continuam acontecendo em várias partes do país. A impunidade dos responsáveis pela Chacina de Unaí é uma das causas da violência contra Auditores-Fiscais do Trabalho. A diretoria do Sinait espera que a morte de Santiago não entre para as estatísticas como mais um caso de impunidade.


Leia Nota da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj sobre violência contra profissionais da imprensa - Basta de violência contra jornalistas

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