A ONG Repórter Brasil publicou entrevista com a procuradora Sueli Bessa, do Ministério Público do Trabalho – MPT e titular da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes na 1ª Região (RJ), nesta segunda-feira, 18 de novembro. A entrevista abordou o desempenho do Rio de Janeiro no ranking dos Estados com maior incidência de trabalho infantil ilegal no Brasil. A reportagem é de Maurício Thuswohl para a série especial Promenino, sobre trabalho infantil.
Sueli Bessa fez uma análise sobre a realidade do trabalho infantil na capital fluminense e a situação nacional, além de uma avaliação da realização das metas de erradicação no Brasil e no mundo e a participação dos Auditores-Fiscais do Trabalho no processo.
No entanto, para a procuradora, o grande desafio ainda é a consciência social dos prejuízos oriundos do trabalho infantil, uma vez que a temática, quando discutida com a sociedade, apresenta uma resposta recorrente de que “é melhor estar trabalhando do que na rua”. Segundo Bessa, é vista como normal a situação do filho da pessoa sem recursos trabalhar, enquanto os filhos das classes média ou alta estão estudando.
Sueli Bessa argumenta que o combate em parceria entre os órgãos é fundamental. “Esse trabalho envolve uma articulação não só com o Ministério do Trabalho e Emprego, que é quem tem a função de fiscalizar, mas também com outros órgãos e instituições que têm de aprimorar por essa erradicação”.
Leia aqui a entrevista na íntegra da ONG Repórter Brasil produzida pelo site Promenino.