Agência Regional de Luziânia (GO) sofre atentado a tiros


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
19/11/2013



Chefe da Agência e vigilante ficaram na mira do revólver. Ninguém ficou ferido


Na manhã de segunda-feira, 18 de novembro, entre 9 e 10 horas, um homem armado invadiu a sede da Agência Regional do Trabalho e Emprego em Luziânia (GO) e fez disparos em direção ao chefe da Agência e à vigilante que prestava serviços no dia.


Maxilon Cardoso Oliveira, chefe da Agência, não sabe precisar quantos disparos foram feitos – ele estima que tenham sido três: dois na direção da vigilante e um contra ele. Segundo o que relatou ao Sinait, o homem entrou por uma das duas portas de acesso à Agência com a arma na mão gritando para que eles colocassem as mãos na cabeça. A vigilante escondeu-se atrás de um armário e o homem atirou na direção dela. Enquanto isso, Maxilon abaixou-se atrás de uma pilastra e também foi alvejado. Os dois não foram atingidos.


A Agência Regional de Luziânia é de responsabilidade da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Distrito Federal – SRTE/DF. Apenas o chefe da Agência, que é servidor administrativo, e um vigilante, trabalhador terceirizado, ficam no local durante o expediente. Duas vigilantes, mulheres, se revezam em dias alternados. À noite, dois homens fazem a vigilância do local, também alternadamente.


Não há Auditores-Fiscais do Trabalho lotados na Agência, que presta serviços como emissão de Carteiras de Trabalho e homologação de rescisão de contratos de trabalho.


O objetivo da invasão não ficou claro. O homem não anunciou um assalto e também não levou nada da Agência, saindo logo depois de efetuar os disparos de arma de fogo. Após o episódio, Maxilon registrou ocorrência na Polícia Civil e enviou um Memorando ao Superintendente da SRTE/DF relatando o ocorrido. Ele e a vigilante continuaram trabalhando durante o dia, normalmente. A única providência tomada foi bloquear uma das portas com um armário.


Falta de segurança


O Sinait considera que o fato demonstra a insegurança das unidades do Ministério do Trabalho e Emprego. Muitas Gerências e Agências, em diversas regiões e cidades, estão expostas ao perigo, com vigilância insuficiente, expondo os servidores a riscos.


O acesso às unidades do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE é praticamente livre em todo o país, observa Rosângela Rassy, presidente do Sinait. Os servidores ficam expostos a invasões, ataques, assaltos. Para ela, o MTE deve rever a política de segurança para suas unidades, reforçando o quadro de vigilantes e instalando dispositivos auxiliares como câmeras e alarmes. “Felizmente, nesse caso, ninguém foi atingido”, diz Rosângela.

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