A Auditora-Fiscal do Trabalho Suêko Cecília Uski (SP), diretora do Sinait, aposentou-se em julho deste ano, depois de muitos anos de dedicação à Auditoria-Fiscal do Trabalho, doze deles no combate ao trabalho escravo rural e urbano. Ela participou desde as primeiras equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, iniciadas em 1995. Foi coordenadora das equipes e depois levou sua experiência para a iniciativa pioneira de combate ao trabalho escravo de imigrantes indocumentados, especialmente em São Paulo.
Ela conta, de forma resumida, em artigo enviado ao Sinait, essa trajetória, destacando pessoas que tiveram iniciativas importantes como a criação da Lista Suja e do Seguro-Desemprego para o Trabalhador Resgatado. Estes são hoje instrumentos reconhecidos que garantem, respectivamente, alguma punição aos empregadores flagrados explorando trabalhadores e uma certa dignidade a quem é resgatado do trabalho escravo, muitas vezes, evitando a reincidência por falta de alternativa.
Suêko se confessa “apaixonada” pela fiscalização e diz que ainda não “sentiu” a aposentadoria, pois não conseguiu se livrar de tantos compromissos assumidos. Ao final do artigo, pergunta como acabar com esse mal, já que mesmo depois de 18 anos de avanços no combate ao trabalho escravo, mais e mais casos continuam sendo denunciados e surgindo onde antes não havia incidência, sob novas roupagens. A resposta, para ela, é simples: pela luta incansável e pela experiência passada entre os colegas. Afinal, conclui, “Fiscal é que ensina fiscal”.
Leia aqui o artigo de Suêko, que foi homenageada por seu trabalho e dedicação no 31º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho – Enafit, em Vitória (ES), em setembro.