O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – Sinait completou 25 anos nesta segunda-feira, 7 de outubro, e, desde então, vem recebendo mensagens de reconhecimento de seus filiados pelos serviços prestado em prol da categoria.
Veja abaixo a mensagem enviada pela Auditora-Fiscal do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Piauí, Paula Mazullo, escolhida pelo Sinait para divulgação, por resumir o sentimento dos demais filiados que encaminharam e-mails ao Sindicato.
“À Diretoria do SINAIT
Prezado(a)s,
Envio meus sinceros parabéns ao SINAIT, pelos seus 25 anos. Eu vi esse Sindicato nascer, nas lutas dos colegas do meu Estado e dos demais (os novatos se juntaram àqueles que vieram da FASIBRA), que incansavelmente o transformaram numa instituição respeitada dentro do Congresso Nacional, no Judiciário, no Executivo e no seio da sociedade em geral.
Assisti à sua saída de uma salinha apertada no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, para ocupar seu próprio espaço e atual endereço. Nossos pertences couberam em poucas caixas de papelão, mas lá ia junto um bem precioso: nosso registro sindical, um dos primeiros da Nova República.
Gerações chegaram, descobriram sua vocação humanística na valorização do trabalhador, outras partiram para a aposentadoria, para outras plagas concurseiras e celestiais. Aos que ficaram, coube-lhes fazer a história da Inspeção do Trabalho no Brasil. E lá se vão mais de 120 anos!
A história do SINAIT é uma história de lutas, especialmente daqueles que se dispuseram construí-lo até com sacrifícios pessoais, mas no final todas honrosamente feitas pela sua categoria: os inspetores do trabalho, os fiscais do trabalho e os atuais Auditores Fiscais do Trabalho! Gente da melhor qualidade: com têmpera, preparo intelectual e coragem para mostrar a cara do Brasil e dos Brasis, que teimava em transformar sua infância em força de trabalho, afinal "é melhor criança trabalhar, senão vai roubar", e em esconder suas senzalas repaginadas, que em pleno século XX usavam "gente sem identidade" para lustrar seu mogno, roçar sua juquira, fazer seu carvão vegetal, vicejar seu agronegócio, e viver "vida de gado", desde que o gado fosse feliz. Afinal, sob o escudo da Lei Áurea, o processo da escravidão moderna ganhou carimbo análogo ao Cais do Valongo.
E mais: fez também a primeira campanha de arrecadação do FGTS em 1992 (gerou descendente - a Fiscalização Indireta do FGTS); e a campanha de combate aos acidentes de trabalho.
Não tenho dúvidas de que no mosaico da nossa identidade sindical temos esses eixos estruturantes: combate ao trabalho escravo; combate ao trabalho infantil; combate à sonegação do FGTS e combate aos acidentes de trabalho, sem ordem de preferências. Os quatro juntos nos colocaram onde estamos.
PARABÉNS!!
Paula Mazullo
Auditora Fiscal do Trabalho/SRTE/PI”