Candidatos das três chapas que disputam a direção do Sinait participaram de um debate nesta quinta-feira, 26 de setembro, dentro da programação do 31º Encontro Nacional, em Vitória (ES). O debate foi dividido em quatro blocos com apresentação das candidaturas, respostas a perguntas da plateia, troca de perguntas entre as chapas e considerações finais. Para a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, o debate é importante para que os colegas conheçam as propostas e compromissos assumidos pelos candidatos diante da categoria.
Magno Pimenta, candidato a presidente pela Chapa 1 – Movimento pela Reconstrução da Auditoria-Fiscal do Trabalho – disse que tem uma plataforma que pretende trabalhar para coibir as agressões sofridas pelos Auditores-Fiscais, aumentar o número de fiscais e fazer um novo sindicalismo. A Chapa 1 é formada por um movimento jovem que quer participar das lutas da categoria. “Não precisamos fazer parte de uma diretoria para agir. Enquanto movimento construímos um processo dinâmico que não se encerra com a eleição. Independente do resultado continuaremos agindo em defesa da Auditoria-Fiscal do Trabalho”, disse.
A candidata Rosa Jorge, da Chapa 2 - União pelo Trabalho - esclareceu que quer ser presidente novamente porque ainda há muito que ser feito e que, além do que está nas propostas, existe o compromisso com o fortalecimento da categoria. “É inegável que tivemos muitas conquistas. Não estamos nesse cenário à toa, se tem três chapas concorrendo é porque nosso Sindicato é importante”, avaliou. A candidata disse que seu grupo não comunga da ideia de que a fiscalização esteja em extinção, porque poucas categorias chegaram onde os Auditores-Fiscais estão e isso se deve à forte presença do sindicato.
Sylvio Barone, da Chapa 3 - Reconstruir com as Bases – falou que a situação da Auditoria-Fiscal do Trabalho não é animadora e criticou o último concurso realizado pelo Ministério do Trabalho, que disponibilizou apenas 100 vagas, quando o déficit é de 832. “A Chapa 3 surgiu de uma ampla discussão coletiva e qualquer que seja a chapa eleita é preciso trabalhar muito para unir nossa categoria”, explicou. O candidato reconheceu que houve muitos avanços em favor da categoria, mas avaliou que é preciso fazer mais. A corrupção no Ministério do Trabalho e Emprego – MTE também foi citada pelo candidato.
Alguns assuntos foram recorrentes entre todos os candidatos como a corrupção no MTE, o novo modelo de organização sindical e a necessidade constante de fortalecimento da categoria.
O debate foi gravado na íntegra e será disponibilizado no site do Sinait.