MG: MTE se compromete a investigar denúncias de trabalho escravo em fazendas do Sul do Estado


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
10/09/2013



O grupo de trabalhadores que ocupou a fazenda Paraíso, no município de Campanha, no Sul de Minas Gerais, na semana passada, saiu do local na última sexta-feira, 6 de setembro. O acordo foi possível depois de uma reunião com representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, uma das exigências do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra para deixar o local. O Gerente Regional do Trabalho e Emprego em Varginha, o Auditor-Fiscal do Trabalho Mário Ângelo Vitório, e o superintendente substituto, Vicente Silésio, estiveram na fazenda e assumiram o compromisso de fiscalizar dezessete fazendas na região em que, segundo os trabalhadores, há trabalho escravo.


Mário afirma que há poucos Auditores-Fiscais do Trabalho na Gerência e que será preciso contar com reforço de colegas de Belo Horizonte para fiscalizar todas as fazendas.


Na fazenda Paraíso, fiscalizada pelos Auditores-Fiscais do Trabalho há alguns dias, foi constatada a prática do trabalho escravo. Um trabalhador que conseguiu fugir e fez a denúncia está desaparecido. O dono da propriedade, Paulo Alves Lima, está preso. Testemunhas afirmam que viram o fazendeiro sair com o trabalhador do hotel em que estava hospedado. Depois, foram vistos na rodoviária de Varginha. Desde então, o trabalhador não foi mais localizado. Não foi a primeira vez que a fiscalização encontrou problemas na fazenda de Lima.

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