Um operário morreu e outros ficaram feridos no incêndio, cujas causas ainda estão sendo investigadas
Nesta quinta-feira, 23 de maio, houve um incêndio, que provocou diversas explosões e matou um operário do depósito de combustível da Petrogold, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. As chamas persistem há mais de 20 horas e na manhã desta sexta-feira, 24, por volta das 9 horas, elas aumentaram, após nova explosão na área.
O operário Gelson da Silva Ferreira, 43 anos, que morreu vítima do incêndio, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mas, com 90% do corpo queimado, não resistiu aos ferimentos.
Nesta quinta-feira, Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Duque de Caxias – GRTE/Duque de Caxias foram comunicados do acidente por meio de ligação telefônica e imediatamente foi emitida a Ordem de Serviço para iniciar a investigação da ocorrência, com o objetivo de apurar as causas e consequências do incêndio, que matou um trabalhador e atingiu vários outros operários.
O Auditor-Fiscal do Trabalho designado realizou levantamento, por meio do Código Nacional de Atividade Econômica – CNAE, em que constam dezenas de empresas estabelecidas no perímetro da GRTE/Duque de Caxias, com a mesma atividade da empresa Petrogold. Serão realizadas inspeções com o objetivo de detectar possíveis erros nas instalações e nos ambientes de trabalho relativos à saúde e segurança no trabalho. Caso haja necessidade, será solicitada a presença de Auditores-Fiscais do Trabalho especializados em Segurança do Trabalho para auxiliar nas investigações.
Incêndio no depósito
O fogo começou por volta das 10:40, na quinta-feira, e atingiu seis tanques, com capacidade para armazenar até 2,4 milhões de litros de combustível. Em função das proporções do incêndio e do perigo de se alastrar, os moradores do entorno foram retirados de suas casas. Uma escola municipal foi desocupada. Quatro quarteirões ao redor da distribuidora foram evacuados, quatro imóveis foram destruídos, 12 casas foram diretamente atingidas pelas chamas e outros 114 imóveis foram interditados. O incêndio também atingiu a fiação elétrica da área.
Uma equipe de assistentes sociais dá apoio às famílias vizinhas ao depósito. Muitas pessoas passaram a noite em abrigo, mas outras permaneceram próximas ao local do incêndio para acompanhar de perto o trabalho do Corpo de Bombeiros.
De acordo com informações da corporação, é possível que haja novas explosões até que todo o trabalho de rescaldo – operação para extinção do fogo – do combustível seja concluído. Ainda segundo a corporação, seis quarteis do Corpo de Bombeiros foram mobilizados e têm 120 agentes trabalhando no local. Seis ruas permaneciam interditadas até as 10 horas desta sexta-feira.
Empresa
O depósito em que começou o incêndio pertence à Transportadora Petrogold. Segundo informações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP a empresa é legalizada.
De acordo com nota enviada à imprensa, todos os documentos, como o alvará de funcionamento da Prefeitura de Duque de Caxias, o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros e a licença de operação ambiental, estão dentro do prazo de validade. Ainda segundo a nota, a Petrogold foi fiscalizada pela ANP quatro vezes este ano e não foram encontradas irregularidades.
Embora a empresa esteja atualmente legalizada, em julho do ano passado, a distribuidora foi lacrada pela Polícia Federal por operar sem licença do Instituto Estadual do Ambiente - Inea e armazenar irregularmente combustíveis.
Com informações da GRTE/Duque de Caxias, da Folha de São Paulo, da R7 Rio de Janeiro e do G1 Rio de Janeiro