Atos públicos em São Paulo e Distrito Federal reuniram milhares de pessoas nesta sexta-feira, 26 de abril, para pedir o fim dos acidentes de trabalho no país. Em São Paulo, a maioria dos trabalhadores eram operários da construção civil, setor que tem registrado um alto número de acidentes graves e fatais, em razão do aquecimento da economia e aumento do número de empreendimentos imobiliários. No DF estiveram presentes representantes de trabalhadores e do governo no auditório do Ministério da Previdência Social, com participação do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
Os trabalhadores e centrais sindicais marcharam do bairro Liberdade, em São Paulo, até a frente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/SP. Segundo os organizadores, o fechamento foi simbólico, pois é preciso aumentar as fiscalizações para prevenir acidentes. Em Brasília, a intensificação da fiscalização também foi pedida pelos sindicalistas.
Os eventos acontecem em razão da celebração do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho no próximo domingo, 28 de abril. Esta semana aconteceram eventos em todo o país, que continuarão na próxima semana, culminando com várias manifestações no dia 1º de Maio – Dia do Trabalhador.
Na cerimônia de Brasília os presentes acenderam velas em memória das vítimas e fizeram um minuto de silêncio. As autoridades presentes assumiram o compromisso de tudo fazer para reduzir as ocorrências de acidentes de trabalho.
Leia notícias sobre os atos públicos:
26-4-2013 – Agência Brasil
Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Centrais sindicais paulistas fizeram hoje (26) um ato no centro da capital pelo fim dos acidentes de trabalho. O protesto teve início por volta das 9h, em frente à sede da Força Sindical, no bairro Liberdade, e terminou às 12h, em frente ao Ministério do Trabalho e Emprego, na Rua Martins Fontes, no centro da cidade. A Polícia Militar estimou em 3 mil o número de participantes.
O ato marca o Dia em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, celebrado mundialmente em 28 de abril. “Reunimos várias categorias, mas a maioria é formada por trabalhadores da construção civil, que, além de estarem em campanha salarial, enfrentam historicamente essa questão dos acidentes”, explicou João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical.
Também participaram do ato a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).
O pedreiro Antônio Carlos Carvalho, 40 anos, trabalha há 15 anos na construção civil e acredita que nesse período houve avanços na exigência de equipamentos, mas ainda é comum o descumprimento de normas de segurança, tanto por empresas quanto por funcionários. “Já vi muitos acidentes ocorrerem, mas ainda bem que nenhum com morte. A empresa tem que ficar em cima e o funcionário tem que cumprir. Se não for assim, todo mundo se dá mal”, disse.
Para o secretário-geral da UGT, a redução de acidentes passa pela democratização dos ambientes de trabalho, com a formação de comissões internas de Prevenção de Acidentes (Cipa). “Algumas são formadas apenas para constar. É necessário fortalecer esses instrumentos para que o trabalhador se comprometa e diga não às condições insalubres”, avaliou.
Gonçalves esclareceu que o local escolhido para encerrar o ato é simbólico. Para ele, o Ministério do Trabalho deve estar atento às políticas públicas necessárias à diminuição do número de acidentes. Segundo o último levantamento divulgado pelo Ministério da Previdência Social, ocorreram 711 mil acidentes em 2011 no ambiente de trabalho em todo o país. Naquele ano, foram registradas, em média, oito mortes por dia.
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