Acidentes de Trabalho - Quedas e esmagamentos fazem vítimas em São Paulo e no Acre


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
26/04/2013



Esta semana, trabalhadores sofreram graves acidentes ocorridos no Acre e em São Paulo. Em Rio Branco, um operário caiu de uma altura de três metros na obra do Terminal Urbano do município e, felizmente, sobreviveu. Segundo testemunhas, ele estava sem Equipamentos de Proteção Individual – EPI. 


Em Hortolândia (SP), o operário de uma fábrica de cerâmica foi esmagado por uma máquina e morreu antes de serem prestados os primeiros socorros. O caso está sendo investigado pela polícia. Em nota, a empresa se comprometeu a esclarecer as causas do acidente e afirma prestar assistência aos familiares do empregado. 


A matéria sobre a morte do trabalhador em Hortolândia, divulgada no portal de notícias G1, faz uma retrospectiva de vários acidentes de trabalho fatais ocorridos em São Paulo. Cita as mortes de um operário da construção civil que foi atingido por uma viga de madeira na cabeça, de outro que morreu soterrado e de mais um que caiu do 9º andar. Também destaca a morte de um marceneiro que também ocorreu por queda. 


São notícias lamentáveis neste 28 de abril, data dedicada mundialmente à memória das vítimas de doenças e acidentes de trabalho, criada pela Organização Internacional do Trabalho – OIT. No Brasil, o número de vítimas de acidentes de trabalho chega a mais de 711 mil por ano, segundo a Previdência Social. 


A Auditoria-Fiscal do Trabalho tem um papel importante na prevenção dos riscos à segurança e saúde laborais, porém, atua em um número insuficiente para a quantidade de empresas que só crescem no Brasil. O aumento do quadro de Auditores-Fiscais é uma luta constante travada pelo Sinait. 


Leia as matérias abaixo. 


 


25-4-2013 – G1 Acre


Operário sem EPI cai de altura de 3 metros em Rio Branco  


O operário foi atendido pelo Samu logo após a queda.  


Rio Branco/AC - Um operário caiu no momento em que fazia reparos no telhado do Terminal Urbano. O funcionário estaria sem os equipamentos obrigatórios de segurança durante a queda. "Ele estava apenas com um capacete, mas não tinha luvas, cinto, nada", diz o estudante Bruno Almeida, que presenciou o acidente.


De acordo com o estudante, o operário caiu de costas de uma altura superior a 3 metros e ficou deitado até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que demorou um pouco mais de 10 minutos para chegar ao local. Fotos tiradas após o acidente mostram operários trabalhando com a fiação elétrica sem luvas, capacetes ou qualquer tipo de proteção individual.


A secretária Municipal de Obras Públicas, Ana Claudia da Cunha, informa que o operário que sofreu acidente estava inicialmente usando os equipamentos de segurança, como o cinto se segurança do andaime. "A informação que eu tenho é que ele estava de cinto, mas na hora de descer tirou o cinto para pegar uma telha e ao subir escorregou", disse. Ainda de acordo com a secretária, o funcionário não teve ferimentos graves. Ela informou também que existe um fiscal para fazer a verificar a obra diariamente, inclusive para fiscalizar o uso dos equipamentos de segurança. "A gente cobra que eles usem o equipamento de segurança", afirma. 


 


23-4-2013 – G1 Campinas e Região


Operário morre em acidente de trabalho em Hortolândia, SP 


Ele teria sido esmagado por uma máquina na fábrica de telhas. Região de Campinas registrou ao menos 6 mortes entre março e abril. 


Um operário morreu na madrugada desta terça-feira ( 23) em um acidente de trabalho em uma cerâmica no Jardim Campos Verdes, em Hortolândia (SP). Segundo informações da Polícia Militar, o funcionário estava próximo a uma máquina quando teria sido esmagado pelo equipamento. Ainda segundo os policiais, colegas de trabalho ouviram os gritos, mas ao chegar ao local ele já havia morrido. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso será investigado. O horário do enterro não foi definido ainda, segundo a funenária de plantão. 


A Confibra Indústria e Comércio Ltda informou, por meio de uma nota, que está prestando assistência à família e colaborando com as autoridades. Leia nota na íntegra abaixo: 


NOTA


A Confibra IInddústria e Comércio Ltda. comunica a ocorrência de lamentável acidente de trabalho fatal no turno das 0h00 às 6h00. A empresa está prestando toda assistência à família, bem como fez contato com as autoridades, com quem colaborará para a apuração dos fatos. 


Mortes em março


Na manhã do dia 14 de março, o operário Juvêncio Antônio de Souza morreu após ser atingido por uma viga de madeira na cabeça em um canteiro de obras, na Avenida Abolição, no bairro Ponte Preta, em Campinas (SP). 


Segundo o sindicato que representa a categoria, este era o primeiro dia de trabalho dele e, embora ele usasse equipamentos individuais de proteção, faltava na obras aparelhos de proteção coletiva. Em nota, a Norpal Construtora, responsável pelo empreendimento, afirmou que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos no local e que realiza uma investigação interna sobre as causas do acidente com o funcionário. 


No dia 5 de março deste ano, um operário da construção civil morreu após cair do 9º andar de um prédio no bairro São Luiz, em Hortolândia (SP). Segundo a polícia, a vítima se chocou contra uma barreira de contenção próxima ao 2º andar do edifício. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o trabalhador não estava com equipamento de segurança. O sindicato que representa a categoria havia feito denúncias sobre os problemas na obra em 2012. 


Em nota, a construtora Consman alega que as obras estavam sendo executadas pela empreiteira Angil, que está apurando as causas do acidente que levou a óbito do colaborador e que há vinte anos no mercado nunca teve um acidente fatal em sua história, pois afirma zelar pela manutenção das normas e procedimentos de segurança e prevenção. 


No dia 22 de março o operário Cleiton Nascimento Santos, de 25 anos, morreu após ser soterrado nas obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Ele e um colega se feriram quando trabalhavam em uma escavação na rede de água, próximo à torre da central de operações do terminal. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. 


Uma audiência entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o consórcio responsável pelas obras de ampliação de Viracopos terminou sem acordo nesta segunda-feira (22). O órgão trabalhista propõe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para melhorias na segurança dos funcionários e indenização à família do operário que morreu em março. Um novo encontro foi marcado para o dia 9 de maio. 


Já em 6 de março, um marceneiro de 25 anos também morreu depois de cair do nono andar de um prédio em construção no bairro Cambuí, em Campinas. Edson Pereira de Jesus chegou a ser socorrido pelo Samu, mas morreu no local após a queda. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, quando as viaturas chegaram ao local o trabalhador já estava morto. A CPN Engenharia, responsável pela obra, informou que as causas do acidente estão sendo apuradas e que sempre trabalhou dentro dos mais rígidos critérios de segurança. 


Outro caso de morte foi registrado em Americana (SP) na sexta-feira (8).Um operário de 61 anos não resistiu aos ferimentos após um muro cair sobre ele em uma obra no Centro da cidade. Outros dois funcionários trabalhavam na construção no momento do desabamento, mas não sofreram ferimentos. A Sudeste Pré-fabricados, empresa contratante da vítima, afirmou que está à disposição da polícia para esclarecer o caso e que fornece equipamentos de segurança a todos os trabalhadores.


 


24-4-2013 – G1 Mato Grosso do Sul


Empresas devem seguir normas para evitar acidentes de trabalho 


Trabalhador teve braço esmagado em esteira, em Campo Grande. Assunto foi mostrado em reportagem do Bom Dia MS desta quarta-feira (24). 


Técnicos do Ministério do Trabalho estão apurando as causas do acidente que envolveu um trabalhador de 22 anos em uma fábrica de reciclagem de pneus em Campo Grande, na semana passada. O homem teve o braço esquerdo esmagado na esteira quando tentava limpar a sujeira da máquina. O trabalhador passou por cirurgia, está fora de risco, mas continua internado. O assunto foi mostrado em reportagem do Bom Dia MS desta quarta-feira (24). 


O ministério faz fiscalizações no comércio e na indústria. Empresas em situação irregular são multadas e têm o equipamento interditado até que as adequações sejam feitas. Para cada tipo de atividade, o órgão estabelece regras específicas de segurança. São as chamadas normas regulamentadoras. Atualmente, no Brasil, há 36 categorias. 


Em uma fábrica de forros de PVC em Campo Grande, são produzidos cerca de 3 mil metros quadrados por dia, o que corresponde a quase 5 toneladas de matéria-prima. As máquinas são controladas por computador. Para evitar acidentes, os funcionários não têm acesso à esteira e ao cilindro, que ficam isolados. O equipamento também conta com botões de segurança que devem ser acionados em casos de emergência. 


Já na padaria de um supermercado da cidade, que segue as normas do Ministério do Trabalho, as máquinas contam com um dispositivo que desliga o equipamento durante uma emergência. O cilindro é protegido, e nada funciona se algo estiver fora do lugar.


 


 

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