Empregos formais aumentam 20,6% em relação a março de 2011, segundo MTE


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
16/04/2012



16-4-2012 - Sinait


 

 

O Ministério do Trabalho e Emprego - MTE divulgou nesta segunda-feira, 16 de abril, que o número de empregos formais (com Carteira de Trabalho assinada) aumentou 20,6% em relação a março de 2011. O levantamento é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, com informações enviadas pelas empresas. Em números, o percentual equivale a 1.881.127 admissões e 1.789.381 desligamentos.

 

O setor de Serviços foi responsável pela maior parte dos empregos criados (83.182 vagas), seguido pela Construção Civil (35.935). O setor que apresentou queda foi o da Indústria da Transformação, principalmente no segmento de Indústria de Produtos Alimentícios (25.211 perdas), com destaque para a produção de açúcar na região Nordeste.

 

Os saldos positivos de criação de empregos são, em parte, resultantes da atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho, responsáveis pela formalização dos empregos quando constatam, durante a fiscalização nas empresas, a existência de empregados sem carteira assinada. Muitos trabalhadores são registrados durante as ações fiscais, o que lhes dá acesso a direitos como o FGTS, aposentadoria, pagamento de 13º salário e férias, entre outros.

 

A Construção Civil está em aquecimento, gerando muitos empregos, mas, em contrapartida, é o setor que registra grande parte dos acidentes de trabalho, inclusive os fatais, principalmente por falta de Equipamentos de Proteção Individual e de condições adequadas de segurança e saúde. A maioria dos acidentes é provocada por queda ou soterramento. De acordo com o último levantamento do Ministério da Previdência Social – MPS, mais de 54.000 acidentes de trabalho ocorreram na indústria da Construção Civil em 2009. Porém, esse número tende a aumentar, pois a imprensa tem noticiado inúmeros acidentes com morte no setor em várias partes do país.

 

Para que o trabalhador brasileiro tenha seus direitos e segurança garantidos, o Sinait pleiteia o aumento no número de Auditores-Fiscais do Trabalho, que tem caído a cada dia por conta de aposentadorias, falecimentos ou migração de servidores para outras carreiras. Há um pouco mais de três mil Auditores-Fiscais para fiscalizar mais de um milhão de empresas. Atualmente existem mais de 500 vagas disponíveis para o cargo, sem previsão de preenchimento.

 

Mais informações sobre os dados no Caged nas matérias abaixo. 

 

16-4-2012 - MTE

CAGED registra crescimento do emprego 20,6% superior a março 2011

 

Foram criados 111.746 postos de trabalho com registro em carteira. Maior responsável pelo saldo é o setor de Serviços, com 83.182 vagas

 

Brasília, 16/04/2012 – Em março foram criados no Brasil 111.746 postos de trabalho com registro em carteira, uma alta de 20,6% em relação a março de 2011, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo é resultado de 1.881.127 admissões e 1.769.381 desligamentos, ambos os maiores para o período.

 

Pela primeira vez desde julho de 2011, foi registrada criação de empregos superior ao mesmo mês no ano anterior. “A criação de 20,6% de postos a mais que em março de 2011, sinaliza o acerto das medidas adotadas pelo governo federal para elevar a criação de empregos formais”, afirmou o ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto Pinto.

 

O maior responsável pelo saldo positivo foi o setor de Serviços, com a geração de 83.182 (0,53%)  vagas formais. O comportamento favorável é oriundo da expansão generalizada do emprego nos seis ramos que o compõem, com saldo recorde para o sub-setor de Ensino e o de Serviços Médicos e Odontológicos.

 

Na Construção Civil foram criados 35.935 postos (1,21%), o segundo melhor resultado para o mês, mas, principalmente, uma reação em relação ao mesmo período do ano anterior. Comparado a março de 2011, foram gerados 10,8 vezes mais empregos formais. O comportamento favorável do emprego em março se refletiu em seis dos oito setores de atividade econômica.

 

No acumulado do ano, o emprego cresceu 1,17%, representando um acréscimo de 442.608 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, verificou-se aumento de 1.761.455 postos de trabalho, o que equivale à expansão de 4,82% no número de empregos celetistas do país. Já entre janeiro de 2011 a fevereiro de 2012, foram abertos mais 2,2 milhões de postos de trabalho, crescimento de 6,33% sobre o estoque de dezembro de 2010.

 

A queda do emprego na Indústria de Transformação, com perda de 5.048 postos (-0,06%) pode ser atribuída, em grande parte, ao desempenho negativo da Indústria de Produtos Alimentícios, que teve redução total de 25.211 postos no mês (-1,34%). O maior impacto para o ramo veio do Nordeste, onde houve perda de 33.704 postos de trabalho, relacionados particularmente às atividades de Fabricação de Açúcar.

 

O diretor do Departamento de Emprego e Salários do MTE, Rodolfo Torelly, explica que, nos meses de março, a Agricultura tem, geralmente, um resultado levemente positivo, mas este ano apresentou uma queda de 17 mil empregou o que impactou diretamente a Indústria de Alimentos. “Esse foi o principal fator que impediu um resultado positivo para a Indústria, já que na Indústria de Alimentos foram perdidos 25 mil postos de trabalho”.

 

A queda do emprego na Agricultura (-17.084 postos ou -1,09%) originou-se de movimentos negativos e positivos em seus ramos de atividade. Entre os desempenhos negativos em destaque estão o Cultivo de Laranja (-9.693 postos), Cultivo de Frutas de Lavouras Permanentes, exceto Laranja e Uva (-5.001 postos) e Atividades de Apoio à Agricultura (-3.265 postos). Já o desempenho positivo em destaque é o Cultivo de Cana-de-Açúcar (+4.525 postos).

 

Por outro lado, os ramos industriais que se sobressaíram positivamente, em termos absolutos, foram: Indústria da Borracha, Fumo e Couros (+5.460 postos ou +1,57%), Indústria de Calçados (+3.919 postos ou +1,10%), Indústria Química (+3.335 postos ou +0,36%), Indústria Têxtil (+2.728 postos ou +0,27%) e Indústria de Materiais Elétricos e Comunicação (+2.090 postos ou +0,67%). A Indústria de Papel e Papelão (-354 postos ou -0,09%) e a Indústria de Material de Transporte (-143 postos ou -0,02%) evidenciaram leve queda no emprego.

 

 

Setor de Serviços é destaque no mês de março

 

Dados do Caged demonstram a criação de 83 mil novas vagas formais pelo setor

 

Brasília, 16/04/2012 – O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de março apresentou aumento em seis dos oito setores de atividade econômica. O setor de Serviços aparece em destaque (83.182 mil postos), seguido pela Construção Civil (35.935 mil), Comércio (6.412 mil), Administração Pública (5.724),  Extrativa Mineral (1.604) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (1.021 postos). Os dois setores que reduziram o nível de emprego foram a Agricultura (-17.084 postos) e a Indústria de Transformação (-5.048 postos).

 

O comportamento favorável do setor Serviços se originou com a expansão generalizada do emprego nos seis ramos que o compõem, com dois deles revelando saldos recordes e um o terceiro melhor saldo para o mês. Os resultados foram: Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+29.702 postos, o terceiro melhor resultado para o período); Ensino (+23.039 postos, saldo recorde para o mês e a maior taxa de crescimento dentre os vinte e cinco subsetores); Serviços de Transportes e Comunicações (+12.104 postos), Serviços de Alojamento e Alimentação (+9.127 postos); Serviços Médicos e Odontológicos (+8.593 postos, saldo recorde para o período) e Instituições Financeiras (+617 postos).

 

A Construção Civil apresentou o segundo melhor resultado para o mês, cujo comportamento mostra uma reação em relação ao mesmo período do ano anterior (+3.315 postos) e ao mês de fevereiro (+27.811 postos).

 

A queda do emprego na Indústria de Transformação (-5.048 postos) pode ser atribuída, em grande parte, ao desempenho negativo da Indústria de Produtos Alimentícios (-25.211), devido à redução, nesse ramo, de 33.704 postos de trabalho no Nordeste, particularmente relacionados às atividades de Fabricação de Açúcar. Por outro lado, os ramos industriais que se sobressaíram positivamente, em termos absolutos, foram: Indústria da Borracha, Fumo e Couros (+5.460 postos ou +1,57%), Indústria de Calçados (+3.919 postos ou +1,10%), Indústria Química (+3.335 postos ou +0,36%), Indústria Têxtil (+2.728 postos ou +0,27%) e Indústria de Materiais Elétricos e Comunicação (+2.090 postos ou +0,67%).

 

O resultado negativo na Agricultura (-17.084 postos ou -1,09%) originou-se de movimentos negativos e positivos em seus ramos de atividade. Desempenhos negativos em destaque: Cultivo de Laranja (-9.693 postos), Cultivo de Frutas de Lavouras Permanentes, exceto Laranja e Uva (-5.001 postos) e atividades de apoio à Agricultura (-3.265 postos). Desempenho positivo em destaque: Cultivo de Cana-de-Açúcar (+4.525 postos).

 

 Assessoria de Comunicação do MTE

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