Trabalho escravo: ação do Grupo Móvel em Minas Gerais é destaque na Repórter Brasil


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
03/09/2020



Por Dâmares Vaz


Edição: Nilza Murari


A Repórter Brasil publica reportagem completa de ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel - GEFM que resultou no resgate de 15 trabalhadores em situação análoga à escravidão em duas carvoarias de Rio Pardo de Minas (MG). A operação ocorreu nos dias 18 e 19 de agosto.


Os resgatados trabalhavam com madeira em chamas e carvão sem proteção contra calor, fumaça, fuligem e pó — e sem máscaras próprias para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Carregavam sacos de 40 kg nos ombros por uma escada bamba de madeira do chão até a carroceria de um caminhão, descreveu a Fiscalização do Trabalho à reportagem.


Os Auditores-Fiscais do Trabalho identificaram processos de trabalho exaustivos e degradantes o suficiente para prejudicar a capacidade de produção das vítimas com o tempo e ainda situação de servidão por dívida e informalidade, além do alojamento precário.


A reportagem traz ainda outros detalhes, como o fato de a Usipar, proprietária de usinas de produção de ferro-gusa nos municípios mineiros de Pitangui e Sete Lagoas, ter sido identificada como compradora de carvão proveniente dessas carvoarias. Isso chama a atenção porque a empresa, de propriedade do casal Emílio Moreira Jardim e Maria Elizabeth Rezende Jardim, já foi apontada em pelo menos três ocasiões, desde o início de 2019, como compradora de carvoarias que se utilizam de trabalho escravo, além de ter estado envolvida em outras irregularidades no passado, inclusive em um esquema que ficou conhecido como “Máfia do Carvão”.


Leia aqui a reportagem na íntegra.


 

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