Por Dâmares Vaz
Edição: Nilza Murari
O presidente do SINAIT, Carlos Silva, afirmou ao jornalista Leonardo Sakamoto nesta quarta-feira, 17 de junho, que o episódio de agressão a um Auditor-Fiscal do Trabalho em São Paulo no último dia 9 “cria um contexto ruim, que gera condições para os empresários descumpridores da lei agirem dessa forma brutal e animalesca. Há uma escalada de reações hostis e violentas à atuação dos Auditores”. A fala está registrada em reportagem sobre o caso publicada no Blog do Sakamoto – acesse a íntegra aqui.
A coluna registra ainda que ataques a Auditores-Fiscais do Trabalho e a outros servidores que atuam na fiscalização têm sido marcados por um discurso único dos agressores, o de que não poderiam ser fiscalizados agora que Jair Bolsonaro está no poder e que o presidente iria retaliar os servidores.
De acordo com a coluna, Auditores-Fiscais com quem o jornalista conversou contaram que desde 2019, início do governo de Bolsonaro, “sentem uma hostilidade maior entre os empregadores rurais. De deboches e insinuações sobre o fim da fiscalização com a nova conjuntura política até a exposição de armas e ameaças. Tem sido comum empregadores se exaltarem e irem para o enfrentamento mesmo com policiais armados fazendo a segurança de uma operação”.
O jornalista também registra que o SINAIT divulgou uma linha do tempo com 22 casos de ataques a Auditores desde a Chacina de Unaí, em janeiro de 2004. Alguns deles foram reportados por Sakamoto na época em que ocorreram. “A segurança dos Auditores-Fiscais não é prioridade para o Ministério da Economia, como não era prioridade para o antigo Ministério do Trabalho. Eles têm obrigação de dar uma resposta”, denunciou Carlos Silva à coluna.