Futuro do Trabalho: especialistas dialogam com Auditores-Fiscais sobre os desafios da carreira na atualidade


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
29/01/2019



Por Solange Nunes


Edição: Nilza Murari 


Os integrantes da Diretoria Executiva Nacional – DEN do Sinait e de Grupos de Trabalho constituídos no âmbito do Sindicato Nacional dialogaram, por meio de videoconferência, com especialistas do mundo do trabalho. A oficina “Futuro do Trabalho: uma perspectiva para a Auditoria-Fiscal do Trabalho” ocorreu nesta terça-feira, 29 de janeiro, no auditório do prédio sede do Sinait, em Brasília (DF). A oficina foi mediada pelos dirigentes Carlos Silva, Rosa Jorge, Ana Palmira Arruda Camargo e, ainda, por Sérgio Voltolini, presidente da Confederação Iberoamericana de Inspetores do Trabalho – CIIT. Também participou da oficina a presidente do Sindicato de Inspectores de Trabajo y Seguridad Social de España, Ana Ercoreca de la Cruz.


Por videoconferência, participaram Maria-Luz Vega Ruiz, coordenadora da Iniciativa Mundial sobre o Futuro do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho – OIT; José Dari Krein, doutor em Economia Social e do Trabalho, professor e pesquisador no Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho – Cesit/Unicamp e Paula Freitas de Almeida, professora de Direito do Trabalho, pesquisadora dos efeitos da Indústria 4.0 sobre as Relações de Trabalho no Brasil. Ainda, presencialmente, Fabrícia Albuquerque Barbosa, consultora sênior de Tecnologia da Informática, com MBA em Planejamento e Gestão Organizacional.


Maria-Luz participou da concepção e desenvolvimento do relatório divulgado, no dia 21 de janeiro, sobre o Futuro do Trabalho produzido pela Comissão Global da OIT – relembre aqui. Ela reforçou que o objetivo do documento é propositivo. “A ideia é de natureza política. Esperamos conseguir avançar sobre os desafios destas questões e refletir sobre o tema”.


José Dari Krein focou no tema “As perspectivas do trabalho”. Ele lembrou que as transformações do mundo do trabalho têm relação com a economia em cada momento da história. “É uma dinâmica e estrutura econômica, opções de desenvolvimento social e econômico, cerca de padrões tecnológicos e relações de poder e organização da vida social”.


Paula Freitas de Almeida focou na “Indústria 4.0 e o futuro do trabalho”. Destacou que o mundo tecnológico ocasionou na “Indústria 4.0” integração do mundo físico, virtual e biológico, com o uso da inteligência artificial, internet das ‘coisas’, realidade aumentada, biologia sintética.


Só que há um preço nesta equação, explicou a pesquisadora: trabalho qualificado x massa desempregada; competitividade, insegurança e vulnerabilidade versus distribuição da produtividade e da riqueza. “É uma reflexão que precisa ser feita. Como se reinventar? Renda básica global ou normalização da vulnerabilidade?”.


Fabrícia Albuquerque falou como as novas tecnologias são aplicadas na atualidade no mundo do trabalho. Ela incluiu também a Indústria 4.0 e as plataformas digitais.

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