Por Solange Nunes
Edição: Nilza Murari
Os diretores do Sinait Benvindo Soares e Hugo Moreira participaram da reunião do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE nesta quarta-feira, 19 de setembro, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, em Brasília (DF). Os integrantes debateram Eleições 2018, Comitês Eleitorais, Lei da Ficha Limpa, Campanha Unidos contra a Corrupção e o financiamento de campanhas.
Entre as várias preocupações apresentadas pelos integrantes está o tempo exíguo da campanha eleitoral 2018. Eles destacaram que o processo sofreu vários atropelos e apresentou-se curto. Restam apenas 18 dias para o primeiro turno das eleições, que ocorrerá no dia 7 de outubro.
Neste período, os Comitês Eleitorais receberam denúncias em todo o país. O Movimento chamou a atenção para várias irregularidades. Estão preocupados com o afrouxamento da aplicação da Lei da Ficha Limpa. O Comitê Eleitoral do Amazonas pediu posicionamento da entidade. Vários candidatos, condenados em segunda instância, estão em campanha, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas – TRE/AM.
Na ocasião, os integrantes do MCCE aprovaram uma “Carta de Alerta” sobre o afrouxamento da aplicação da Lei da Ficha Limpa. O documento será enviado para a Procuradoria Geral da República e demais órgãos envolvidos para os devidos encaminhamentos.
O movimento reforçou a importância de comprometer os candidatos com projetos e medidas contra a corrupção. Neste enfrentamento, é também importante participar do site Unidos Contra a Corrupção que já tem quase 400 mil inscritos.
Eles ponderaram ainda que o financiamento de campanha, que é governamental, só poderá ser verificado após o período eleitoral, já que os dados ainda não estão disponíveis para análise.
Auditoria Cidadã da Dívida
A presidente da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, pediu o apoio do MCCE para divulgar a “Carta Aberta à População” que trata do sistema da dívida pública brasileira.
Durante a reunião, os diretores Benvindo Soares (MA) e Hugo Moreira (CE) falaram um pouco sobre seus estados e apresentaram alguns exemplos de corrupção eleitoral. “A corrupção eleitoral é algo lamentável. Precisamos reforçar que o voto é importante e as pessoas não podem vender seu voto. É uma das formas de trabalhar por um país melhor”, disse Hugo Carvalho.