Por Dâmares Vaz
Edição: Nilza Murari
Sindicatos, associações, federações, centrais sindicais, movimentos sociais, deputados e senadores, protestaram contra a reforma da Previdência contida na Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016, em ato público na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 6 de fevereiro. Servidores públicos, trabalhadores da iniciativa privada urbanos e rurais e parlamentares rechaçaram as alterações propostas nas regras de aposentadoria e reiteraram o compromisso de manterem-se mobilizados até a rejeição da matéria. A previsão é que a PEC entre na pauta do Plenário a partir de 19 de fevereiro.
Pelo Sinait, participaram os diretores Antônio Fabiano Gonçalves, Orlando Vila Nova e Sebastião Estevam dos Santos, o delegado sindical no Espírito Santo, Leonardo Decuzzi, e a Auditora-Fiscal do Trabalho Roseniura de Oliveira Santos.
Pela manhã, o Sindicato já havia apontado as inconstitucionalidades e malefícios da reforma da Previdência, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa – CDH do Senado Federal – relembre aqui. Na ocasião, o presidente da entidade, Carlos Silva, relatou um crime grave combatido pelos Auditores-Fiscais do Trabalho, a apropriação indébita previdenciária.
“Todos os dias, os Auditores pegam as folhas de salários e constatam que o empregador recolhe ou desconta a contribuição previdenciária, mas não repassa para o governo. O empresário desconta o dinheiro do trabalhador, se apropria deste dinheiro, o governo sabe e não cobra o repasse”, apontou Carlos Silva
De acordo com estudo do Sinait, em média, foram apropriados R$ 30 bilhões de forma indevida por ano, ao longo dos últimos cinco anos. “É um crime evidente de sonegação, que ocorre anualmente”, denunciou Carlos Silva.