Dia Nacional de Mobilização tem continuidade em todo o Brasil


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
31/08/2017



Mais protestos em todo o país contra as medidas do governo que ameaçam desmantelar o serviço público, com ataques diretos aos servidores federais, marcaram o Dia Nacional de Mobilização definido pelo Fórum Nacional de Carreiras de Estado – Fonacate, que o Sinait compõe. Em um trabalho integrado com as Delegacias Sindicais - DSs, o Sindicato mobilizou Auditores-Fiscais do Trabalho em vários Estados, em torno da pauta principal de defesa e fortalecimento da Inspeção do Trabalho e do serviço público.


Assim, a categoria chamou a atenção para a gravidade do corte orçamentário na Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT, que paralisou a Fiscalização do Trabalho, em especial as ações de enfrentamento ao trabalho escravo e infantil. Também repudiou a intenção do governo de postergar o pagamento do reajuste salarial em 2018, de aumentar a contribuição previdenciária e de mudar a estrutura das carreiras.


Em Cuiabá (MT), Auditores-Fiscais do Trabalho fizeram um protesto nesta quinta-feira, 31 de agosto, na abertura da palestra do presidente do Sinait, Carlos Silva, sobre “Fiscalização do Trabalho Escravo e desafios na atual conjuntura do país”, com a participação ainda da vice-presidente Rosa Maria Campos Jorge, além da presidente da DS/MT, Marilete Mulinari. O debate ocorreu na Universidade Federal de Cuiabá.


O protesto em Maceió ampliou a agenda de luta – Auditores-Fiscais do Trabalho e Servidores Administrativos adicionaram a indignação com o descaso do governo que resultou na interdição do prédio da Superintendência Regional do Trabalho de Alagoas – SRT/AL, deixando desabrigados os servidores. O edifício foi fechado no início de julho pelo Corpo de Bombeiros em razão das péssimas condições estruturais e ambientais que ameaçavam a saúde e segurança dos servidores e da população. A manifestação ocorreu em frente à sede interditada.


De acordo com a presidente da Delegacia Sindical de Alagoas, Martha Fonseca, há um plano para que a SRT/AL volte a funcionar na próxima semana em outro endereço em Maceió, mas de forma precária. “Infelizmente, não teremos condições de prestar todos os serviços e muitas pessoas foram prejudicadas por conta dos acordos e convenções coletivas que não puderam ser homologados por causa da interdição da sede e da paralisação dos serviços. Já são praticamente dois meses e até agora nenhuma posição do Ministério do Trabalho”, informou.


Críticas à reforma trabalhista também marcaram o ato, numa reafirmação aos malefícios que serão causados aos trabalhadores a partir de novembro, quando as alterações entrarão em vigor. Para a presidente da DS, o esfacelamento da Auditoria-Fiscal do Trabalho e das condições de trabalho dos servidores, somado à reforma, deixa os trabalhadores mais vulneráveis à ação de maus empregadores.


Ainda nesta quinta-feira, em Pernambuco, a mobilização dos Auditores-Fiscais do Trabalho foi organizada pela DS/PE no térreo do prédio que abriga a Superintendência Regional do Trabalho – SRT/PE, em Recife.


Em Santos, a Delegacia Sindical do Sinait promoveu o protesto em frente à Gerência Regional do Trabalho, com a participação de diversas lideranças sindicais. O delegado sindical Paulo Rogério Moreira de Oliveira disse que os servidores federais são quem garantem ainda algum direito aos trabalhadores brasileiros e denuncia os ataques sofridos pelas diversas categorias federais. “O governo federal vem atacando não só o servidor público ou os Auditores-Fiscais do Trabalho, mas o cidadão brasileiro. Entre esses ataques a reforma trabalhista já aprovada, com fatores preocupantes como a terceirização irrestrita, o acordado sobre o legislado, que faz o trabalhador negociar direto com o patrão, expondo desta forma a parte mais fraca desta relação, ou seja, o trabalhador. São questões muito sérias para serem resolvidas unilateralmente pelo governo”.


Em Curitiba, capital paranaense, o ato teve lugar na SRT/PR, e agregou o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, representado pelo diretor Edson dos Anjos. Para o presidente da DS/PR, Fábio Lantmann, o governo quer que os servidores paguem a conta da má gestão. “Além disso, as medidas mostram que os servidores é que bancarão o pacote de bondades concedidas ao setor empresarial, como o perdão de dívidas bilionárias.”


Por sua vez, a Delegacia Sindical de Santa Catarina – DS/SC organizou uma panfletagem em Florianópolis, a fim de informar a sociedade sobre as medidas contra o serviço público e os prejuízos à continuidade e qualidade na prestação de atividades essenciais à população.


Já Rio Branco (AC) sediou a mobilização na quarta-feira, 30 de agosto, por iniciativa da Delegacia Sindical. O ato público ocorreu em frente à sede da SRT do Estado, onde foram fixadas faixas alusivas ao protesto.


Veja aqui a mobilização em outros Estados.


 

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