Servidores das carreiras de Estado terão reunião no Planejamento na próxima semana


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
24/08/2017



Auditores-Fiscais do Trabalho serão representados pelo presidente do Sinait, Carlos Silva 


Representantes dos servidores das carreiras típicas de Estado, entre estes dos Auditores-Fiscais do Trabalho, foram convocados para uma reunião no Ministério do Planejamento no dia 30 de agosto, para tratar das mudanças propostas pela equipe econômica do governo.


A reunião será durante todo o dia. Foram chamadas apenas as categorias que fecharam acordo de reajuste salarial de 27,9%, até janeiro de 2019 – 5,5% em 2016; 6,99% em 2017; 6,65% em 2018; e 6,31% em 2019 – , a exemplo dos Auditores-Fiscais do Trabalho.


Os servidores de carreiras de Estado são os mais prejudicados com as mudanças anunciadas para conter o déficit nas contas públicas, uma vez que a intenção do governo é congelar os salários dessas categorias e, assim, postergar os reajustes assinados em acordos durante a campanha salarial.


“O governo tenta acalmar os ânimos destas categorias porque sabe que entre os dias 29 e 31 de agosto nós vamos protestar. Estamos organizando uma Mobilização Nacional em defesa do cumprimento da lei. Não vamos permitir que o governo nos use como bode expiatório. Vamos lutar até o fim para que as nossas conquistas negociadas ao longo de dois anos não sejam jogadas na lata do lixo”, avisou o presidente do Sinait, Carlos Silva.  


Embora o pacote de maldades tenha sido anunciado no último dia 15 pelos ministros Dyogo Oliveira, do Planejamento, e Henrique Meirelles, da Fazenda, quem vai conversar com os servidores é Augusto Chiba, secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho – SGPRT, a quem cabe a relação com as entidades do setor público.


“Nós vamos dizer ao governo que o corte que pretende fazer está equivocado. Não são os servidores que causam o desequilíbrio fiscal”, destacou Rudinei Marques, presidente do Fórum Permanente das Carreiras de Estado – Fonacate. Há muita insatisfação no serviço público com o congelamento de reajustes já acordados para os próximos dois anos, redução de salário de acesso do funcionalismo para R$ 5 mil, elevação da alíquota da Previdência de 11% para 14%, para quem recebe acima de R$ 5,3 mil, e corte de benefícios como o auxílio-moradia, entre outros.


Carlos Silva, que também é vice-presidente do Fonacate, disse que os servidores lutam para que os reajustes salariais não sejam postergados. “O governo não pode desonrar as negociações legítimas feitas ao longo de meses. Não vamos aceitar que o governo jogue a sociedade contra nós, como se fôssemos os responsáveis pela crise que ele causou. A sociedade precisa entender que os servidores públicos atuam ao lado do povo e não contra, como o governo tenta disseminar. Se o cidadão precisa de um serviço público e não tem, quem sai prejudicado é ele”, informou.


Com informações do Blog do Servidor.

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