Estudo indica que minimizar o problema passa por dotar a fiscalização de mais pessoal e recursos
O site da Exame publica nesta terça-feira, 22 de agosto, a reportagem Brasil está próximo de ter “risco extremo” de trabalho escravo, que aponta que o país é a região da América Latina e Central onde os negócios correm mais risco de serem envolvidos em trabalho escravo. “De 198 países, estamos na 33ª pior posição, e uma ligeira piora em relação ao ano anterior aproxima o país da categoria de ‘risco extremo’”, aponta o texto.
O estudo citado na matéria é da Verisk Maplecroft, uma consultoria britânica, que calculou o risco de que um negócio use trabalhadores nessas condições em seus serviços de suporte e redes de fornecimento com base em 33 indicadores.
“Na comparação com outras economias da região, o Brasil vai melhor do que o Uruguai, por exemplo, na qualidade da legislação sobre o assunto, mas vai significativamente pior do que o México no resultado final, que é o que pesa mais”, diz Jimena Blanco, chefe da consultoria para pesquisa sobre as Américas.
Jimena Blanco avalia ainda que “amenizar o problema passa por aumentar recursos e pessoal para permitir que as inspeções sejam mais frequentes e efetivas, além de menos vulneráveis à corrupção”. Ela também fala da importância da Lista Suja, relação de empresas autuadas por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão, cuja publicação estava suspensa.
A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.