Segundo André Roston, ministério tem apenas R$ 6.630,00 de orçamento
A declaração dada pelo chefe da Divisão para Erradicação do Trabalho Escravo - Detrae do Ministério do Trabalho, André Roston, nesta segunda-feira, 21 de agosto, de que as fiscalizações contra o trabalho escravo no país pararam por falta de verba, está repercutindo na imprensa. A afirmação foi feita durante audiência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.
Roston explicou que, sem a recomposição do orçamento, a Detrae já usou praticamente toda a verba de R$ 1,7 milhão disponível para este ano, restando apenas R$ 6.630,00. O valor médio de uma única ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel gira entre R$ 60 e R$ 70 mil.
De acordo com matéria publicada no jornal o Globo desta segunda-feira, 21 de agosto, a declaração contrasta com a informação recente do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, de que não faltaria dinheiro para a área, após ser cobrado pelo Ministério Público do Trabalho.