O jornal O Globo detalha em reportagem desta quarta-feira, 26 de julho, reunião em que o procurador Geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, cobrou do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, providências para conter os cortes promovidos no orçamento da Auditoria-Fiscal do Trabalho.
Sob o título Ministério do Trabalho nega pedidos de fiscalização por falta de recurso, diz MPT, a reportagem informa que o Ministério Público do Trabalho – MPT identificou até agora negativas reiteradas de pedidos de fiscalização em São Paulo e no Rio Grande do Norte, o que, de acordo com Fleury, compromete muito a atuação do Ministério Público, que tem no Ministério do Trabalho, com seus Auditores-Fiscais do Trabalho, um grande parceiro. Ainda segundo o procurador Geral, a inação das equipes de Auditores-Fiscais em razão da falta de condições de trabalho mínimas pode resultar em retrocessos graves.
A matéria cita que Ronaldo Fleury apontou que o número atual de Auditores-Fiscais do Trabalho é deficitário. “Um terço dos cargos, ou cerca de 1.200 postos, estão vagos, segundo ele. Para o procurador, a quantidade de profissionais para atender um país do tamanho do Brasil é insuficiente”, registrou o procurador.
A reportagem traz também o relato de Fleury sobre o compromisso assumido pelo ministro do Trabalho com ações para que as atividades de enfrentamento ao trabalho escravo e ao trabalho infantil não parem. “O procurador afirma que o governo assegurou que fará economias em outras áreas para garantir o funcionamento dessas duas frentes de fiscalização, embora os recursos disponíveis hoje só cubram as despesas até agosto”.
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