O programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, entrevistou o presidente do Sinait, Carlos Silva, nesta quarta-feira, 26 de julho, para a matéria “Operações do governo contra o trabalho escravo caem a cada ano”. Segundo ele, a queda de nove para quatro das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) no país representa o enfraquecimento da política do Estado brasileiro na erradicação do trabalho escravo.
A matéria ainda retrata o corte no orçamento que atinge várias Superintendências Regionais do Trabalho, como, por exemplo, o contingenciamento de verba da Superintendência Regional do Pará, que receberia R$ 800 mil para ações de fiscalizações em 2017. Agora os recursos previstos são de apenas R$ 240 mil até o fim do ano, é o que explica o superintendente do Pará, Jomar Lima.
Nesta mesma situação, encontra-se a Superintendência do Piauí, segundo informa o Auditor-Fiscal do Trabalho Mateus Castro, e dos R$ 350 mil previstos para a fiscalização, o setor só vai poder contar com R$ 105 mil.
De acordo com José Batista, da Comissão Pastoral da Terra, a suspensão da fiscalização do trabalho terá um efeito danoso, principalmente, para as populações mais pobres que trabalham no campo, especialmente na região da Amazônia, onde há maior incidência de casos de trabalho escravo.
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